Novo Site Vertebrata … Confira !!
Salvo em coluna cervical, coluna lombar, coluna vertebral, dor ciática, dor na coluna, Escoliose, gestação, gravidez, nervo ciático, tratamentos, vertebrata
16.fev.2012
Salvo em coluna cervical, coluna lombar, coluna vertebral, dor ciática, dor na coluna, Escoliose, gestação, gravidez, nervo ciático, tratamentos, vertebrata
16.fev.2012
Salvo em coluna cervical, coluna lombar, coluna vertebral, dor ciática, dor na coluna, Escoliose, gestação, gravidez, nervo ciático, tratamentos, vertebrata
27.jan.2012
Salvo em coluna lombar, coluna vertebral, dor na coluna, Escoliose, tratamentos
Olá queridos leitores, hoje traremos um assunto bastante preocupante e que ainda gera muitas dúvidas a respeito das doenças da coluna: A Escoliose, um dos principais causadores de dores nas costas em adultos brasileiros.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das pessoas vão sofrer pelo menos duas crises de dor na coluna ao longo da vida (Fonte G1 03/2011). Se pararmos para analisar essa informação podemos ver que uma porcentagem grande delas vai conviver, ou convive com dor crônica por anos e anos, pois apesar do problema ser comum e frequente muitas nunca buscam tratamento ou informação adequada.
A escoliose é um termo da área da medicina retirado de uma palavra grega que significa curvatura. Essa doença costuma se desenvolver em adultos após os 18 anos, causando uma curvatura lateral na coluna para a esquerda ou para a direita. A escoliose em adultos é causada por:
1. Evolução da doença a partir da infância. Isso geralmente ocorre quando a escoliose não é tratada logo no início ou não foi detectada durante a infância. As curvaturas da escoliose podem ser torácicas, lombares ou ambas.
2. Degeneração assimétrica dos elementos da coluna. Isso pode ser causado por osteoporose (osso poroso), degeneração de disco, fratura de compressão ou uma combinação disso. Essas condições geralmente afetam a coluna lombar e podem afetar altura, formato ou integridade estrutural básica da coluna vertebral.
3. Combinação das causas número 1 e 2.
As curvas normais da coluna ocorrem nas regiões cervical, torácica e lombar. Essas curvas naturais posicionam a cabeça acima da pelve e trabalham como amortecedores de choque para distribuir o estresse mecânico durante o movimento. A coluna normal vista posteriormente (por trás) parece reta desde o pescoço até o quadril. Entretanto, uma coluna com escoliose se dobra para a esquerda ou para a direita, lembrando a letra S ou C. A escoliose é uma doença tridimensional complexa. Para entender esse conceito considere que, em alguns casos, como a coluna se curva de modo anormal, as vértebras envolvidas são forçadas a realizar uma rotação. Se a rotação ocorre no nível torácico da coluna, a torção da vértebra causa impacto na caixa torácica e pode resultar em protuberância da costela no lado oposto da curva. Em casos mais graves, as funções do pulmão e do coração podem ser comprometidas. A dor nas costas é a principal queixa. A dor é mais comum e mais grave na coluna lombar. Quando a dor é torácica, normalmente o repouso proporciona alívio. Isso pode ser confundido com a dor da artrite. Embora a escoliose seja conhecida por causar deformidade (por ex., corcunda), raramente é ela quem conduz o paciente a procurar um médico. A escoliose pode causar falta de assimetria entre as orelhas, os ombros, na caixa torácica e pelve do paciente. Uma pelve assimétrica pode levar à falta de equilíbrio do tronco e pode fazer com que o paciente pareça inclinado para um lado. A escoliose pode causar protuberância da costela de um lado e diferença de comprimento da perna, o que geralmente resulta em disfunção no modo de andar. Dor, dificuldade nas posições sentada ou em pé, falta de flexibilidade e rigidez da coluna geralmente estão associadas com a escoliose. De forma rara, a escoliose em adultos afeta negativamente a função cardiopulmonar (coração e pulmões) ou causa enfermidades neurológicas. Porém, é importante realizar uma avaliação médica e ortopédica completa com um médico especialista em escoliose em adultos.
Processo de Diagnóstico
Diagnose: Histórico Médico e Familiar
A escoliose em adultos requer uma revisão cuidadosa da história médica pessoal e da família do paciente. Dados sobre tabagismo devem ser observados. A articulação da coluna e/ou doença vascular periférica são avaliadas por envolvimento, já que ambas costumam causar dor nas costas de modo semelhante à escoliose. Na escoliose grave, a função cardiopulmonar (coração e pulmões) do paciente pode ser avaliada.
Exame Físico
Um exame físico completo revela muito sobre a saúde e a condição física do paciente. O exame proporciona uma base a partir da qual o médico pode medir a evolução do paciente durante o tratamento. O médico irá observar o paciente em pé (de frente e de costas), procurando por anormalidades de simetria nos ombros, caixa torácica e pelve. Pacientes com escoliose podem apresentar corcunda, um lado do quadril mais alto que o outro ou podem parecer inclinados para um lado. No caso de escoliose mais grave, a função cardiopulmonar é testada. O exame físico também inclui:
1. Teste de Adam, que requer a inclinação do paciente para frente até a cintura. Através da visão posterior (pelas costas), a suspeita de escoliose ocorre se uma protuberância torácica (no meio das costas) ou lombar (na parte inferior das costas) for aparente.
2. Uma saliência na costela pode ser medida em graus através da utilização de um escoliômetro. Com o paciente curvado na altura da cintura, o escoliômetro é colocado sobre a saliência na costela.
3. O comprimento da perna é medido e comparado para determinar a diferença.
4. Uma linha de prumo é fixada na parte posterior na altura da 7ª vértebra cervical (C7) e fica pendurada até abaixo da linha do quadril. Em uma coluna normal, a linha passa por entre a junção dos dois glúteos (pelo meio das nádegas). Na escoliose, a parte da coluna com a deformidade irá se acentuar para a direita ou para a esquerda em relação a essa linha.
5. Com a manipulação, é possível determinar anormalidades na coluna através do toque. Os músculos das costelas (torácicos) ou lombares podem parecer mais salientes de um lado da coluna do que do outro.
6. O alcance do movimento mede o grau de extensão que o paciente consegue alcançar com relação a movimentos de flexão, extensão, curvatura lateral e rotação da coluna. A assimetria também é observada.
Exame Neurológico
A avaliação neurológica inclui uma análise dos seguintes sintomas: dor, adormecimento, parestesia (por ex., zumbido), sensação nas extremidades e função motora, espasmo muscular, fraqueza e alterações nos intestinos e/ou na bexiga. Deve ser dada uma atenção especial para a identificação do padrão da dor.
Radiografia da coluna
Exames de raios X indicam se as curvaturas da escoliose são estruturais (principais) ou não estruturais (secundários). O paciente fica em pé para expor toda a extensão da coluna para a imagem de raios X em PA (posterior/anterior, ou frente e costas) e lateral (lado). Algumas vezes são utilizados raios X de curvatura lateral AP para avaliar a flexibilidade da coluna.
Classificação da Curva
As curvas são classificadas de acordo com o padrão (formato) e tamanho (gravidade).
1. A classificação de King divide as curvas da escoliose em cinco padrões. Por exemplo, as curvas de King Tipo III são principalmente curvas torácicas únicas.
2. A medida de ângulo Cobb utiliza um raio X AP de extensão total padrão. Cálculos geométricos determinam o ângulo da curva em graus.
3. A técnica de Nash-Moe mede a rotação dos pedículos através da divisão do corpo vertebral em segmentos. O segmento no qual está localizado o pedículo quantifica a rotação.
Tratamento e Recuperação
Tratamento Não Cirúrgico
Os sintomas da escoliose descritos a seguir podem ser utilizados para determinar opções de tratamento: dor persistente que não pode ser aliviada, progressão da deformidade e redução da função cardiopulmonar (rara). O tratamento conservador não cirúrgico pode incluir: calor úmido, medicamentos para dor e inflamação e exercício. Raramente o colete é utilizado para ajudar a controlar a dor. Ele não irá corrigir ou curar a escoliose. A maioria dos pacientes adultos com escoliose não necessita de cirurgia.
Cirurgia da Coluna
A maioria dos pacientes adultos com escoliose não necessita de cirurgia. Esse procedimento pode ser considerado no caso de existir:
1. Curva torácica (no meio das costas) superior a 50 graus com dor persistente.
2. Curva torácico-lombar (meio e parte inferior das costas) progressiva.
3. Curva lombar (parte inferior das costas) com dor persistente.
4. Diminuição da função cardiopulmonar (coração e pulmões) devido à curva torácica.
5. Aparência, deformidade.
O controle da dor costuma ser a razão da cirurgia para a escoliose em adultos. O cirurgião decide o(s) procedimento(s) que irá(ão) proporcionar maior benefício possível ao paciente. A intervenção cirúrgica pode incluir a remoção de um disco intervertebral (por ex., a discectomia) em combinação com instrumentação e fusão espinhal. A instrumentação espinhal utiliza hastes, tubos, fios, parafusos e outros tipos de unidades metálicas projetadas para uso médico. Em combinação com a fusão, a instrumentação estabiliza os segmentos espinhais, intensifica a fusão e proporciona uma solução permanente. Esses procedimentos permitem ao paciente sentar de forma ereta, reduzindo assim o risco de complicação cardiopulmonar com aumento da mobilidade. Esse tipo de cirurgia pode ser realizado com segurança em adultos com deformidade espinhal, geralmente com excelentes resultados.
Recuperação
Tanto no caso de tratamento conservador ou cirúrgico, a fisioterapia pode ser incorporada para a aquisição de força muscular e aumento da extensão do movimento e da flexibilidade. É importante seguir cuidadosamente as instruções fornecidas pelo médico e/ou fisiatra. Quaisquer dúvidas com relação a restrições profissionais e de atividades físicas devem ser discutidas com seu médico e/ou fisiatra. Eles poderão sugerir alternativas seguras.
Quer saber mais ? Segue abaixo o link de uma reportagem bastante interessante sobre esse tema no programa Globo News – Espaço aberto saúde :
27.jan.2012
Salvo em coluna cervical, coluna lombar, dor na coluna, gestação, gravidez, tratamentos
Em aproximadamente 80% das mulheres grávidas, as dores nas costas surgem de forma predominante. Não são totalmente conhecidas as causas das dores nas costas em pacientes grávidas. Portanto, as recomendações de tratamento são fracas. Com o aprendizado tanto do médico quanto do paciente, as opções de tratamento podem ser melhor desenvolvidas.
Dor Pélvica Periparto
Dor na região pélvica, para a qual não foi dado nenhum diagnóstico definido, é denominada de dor pélvica periparto. Essa dor pode começar durante a gravidez, ou a três semanas do parto. Anatomicamente, a dor se apresenta mais comumente nas seguintes áreas: articulações sacroilíacas na espinha ilíaca posterossuperior (42%), na região da virilha (53%), cóccix (33%), sínfise púbica anterior (77%) e, ocasionalmente, outras áreas da pelve e parte superior das pernas. Raramente a dor ocorre abaixo dos joelhos. A dor costuma ser influenciada pela postura e está associada com um andar gingado. Em aproximadamente 80% das gestações, as dores nas costas são localizadas, mas o local pode variar. Embora uma dor de maior duração seja muito rara, a dor em curto prazo costuma ser predominante. Normalmente, durante o terceiro trimestre, 50% das pacientes grávidas sentirão dores nas costas. A prevalência de dor no período pós-parto é de aproximadamente 9%, em ordem decrescente, nas seguintes regiões: sacra, lombossacra, lombar, cervicotorácica e em outras áreas.
Hérnia de Disco
Acredita-se que a predominância da dor durante os primeiros nove meses seja de 90%, enquanto que em controles sem gravidez para o mesmo período de tempo seja de aproximadamente 20%. Embora a dor possa ser severa, a hérnia de disco, extremamente rara durante a gravidez, não deve ser a causa. A hérnia de disco apresenta a mesma taxa de incidência em mulheres não gestantes, ou aproximadamente 1:10.000 (uma em 10.000).
Índices sobre Dor
Com relação à idade e ao hábito de fumar, não foi demonstrada nenhuma diferença nos índices relativos à dor. Entretanto, um leve aumento de dor em periparto tem sido demonstrado na presença de uma maior massa corporal, maior número de gestações e histórico anterior de dor durante a gravidez. Além disso, mulheres mais jovens costumam ter dor mais intensa em comparação com mulheres de mais idade. Um terço das mulheres descreve sua dor como incapacitante, restringindo suas atividades e causando uma deficiência dispendiosa. Aproximadamente 10% das mulheres descrevem sua dor como extremamente incapacitante.
Etiologia da Dor
Provavelmente, a etiologia da dor está relacionada com uma combinação de fatores mecânicos, metabólicos, circulatórios e psicossociais. Um terço das pacientes que experimentaram alguma dor que teve início durante o primeiro trimestre, quando as forças mecânicas não são significativas, representam um grande indício de que a causa mais provável seja devido a uma mudança na influência hormonal. Acredita-se que os hormônios causem modificações no ponto de inserção dos ligamentos aos ossos. Uma concentração maior de ligamentos na parte inferior da espinha pode surgir como a causa para uma maior incidência de dores nas costas em mães multíparas, as quais tiveram mais exposição às influências hormonais. Além disso, um aumento na dor pré-menstrual ocorreu na grande maioria de mulheres, cuja dor foi sugestivamente influenciada por mudanças hormonais. Também foram encontrados níveis mais altos de relaxina sérica em mulheres com dor pélvica periparto. Há evidências que sugerem que um conjunto diferente de receptores é sensibilizado por hormônios na espinha inferior durante a gravidez. Portanto, acredita-se que a maior parte das dores seja consequência das mudanças hormonais ao invés de estresse químico.
Lordose Lombar
Acreditava-se que a lordose lombar aumentava durante a gravidez. Entretanto, estudos radiológicos demonstraram que, na realidade, a lordose diminui durante a gravidez. Assim, a maioria das dores deve-se à combinação de músculos e ligamentos com alguma alteração no fluxo sanguíneo para a musculatura e os ligamentos pélvicos.
Tratamento
As recomendações de tratamento para dor pélvica na maioria dos livros de obstetrícia e ginecologia deixa a desejar. As pacientes são instruídas a evitar ganho excessivo de peso, a realizar exercícios para fortalecer os músculos das costas, a manter uma postura correta e a usar sapatos adequados (sem saltos altos). Algumas atividades realmente causam ou agravam a dor. As mais comuns são: 30 minutos em pé ou caminhando, carregar uma sacola cheia de compras, ficar em pé numa perna só, subir escadas, virar-se na cama, ter relações sexuais, dobrar-se para frente, deitar-se ou levantar-se da cama e dirigir por 30 minutos. Muitas opções de tratamento estão disponíveis, incluindo uma cinta pélvica (sob prescrição), descanso adequado, medicamentos, massagens e exercícios básicos para as costas. É interessante observar que um percentual das mulheres encontra alívio nesses tratamentos. A cinta pélvica ajudou aproximadamente 50% das mulheres durante a gravidez e 66% após a gravidez. Repousar deitada e praticar exercícios foram os melhores tratamentos, resultando em uma rápida recuperação de 65%. Apenas repousar deitada: somente 40% melhoraram; apenas exercícios: somente 35% apresentaram melhoras; 20% das pacientes pioraram sem o adequado repouso; incluindo terapia manual: 20% das pacientes indicaram que suas dores pioraram; medicamentos e massagem: 70% sentiram apenas um alívio temporário.
Boas Notícias
A boa notícia é que o tempo médio para resolver as dores nas costas foi de seis meses. Aproximadamente 35% das pacientes continuaram a descrever dores intermitentes com duração de 1 mês e meio após o parto. Na primeira consulta após o parto, apenas 15% das pacientes continuaram a ter dores na parte inferior das costas, não importando quando os sintomas iniciaram durante a gravidez. Portanto, na maioria dos casos, a dor melhora realmente depois do período pós-parto.
21.dez.2011
Salvo em Sem categoria
Injeção de ondas de rádio proporciona alívio rápido e duradouro, sem remédios.
Sam Maywood, M.D.
Se você for um dos aproximadamente 1 milhão e meio de americanos que receberão o diagnóstico de hérnia de disco este ano (também conhecida como “bico de papagaio” ou “pinçamento do nervo” da perna), a resposta poderá ser tão familiar como o seu rádio. Um novo tratamento promissor chamado de nucleoplastia de disco utiliza ondas de rádio a mesma energia que envia sinais para o rádio do seu carro para dissolver suavemente pequenas porções indesejáveis de tecido do disco e aliviar a pressão que pode causar dor na parte inferior das costas e na parte superior das pernas.
A descompressão da nucleoplastia de disco recai na categoria “gerenciamento conservador”, muito semelhante aos medicamentos para dor, injeções epidurais de esteroides e fisioterapias. Embora se trate de cirurgia, eu digo aos meus pacientes que o procedimento é mais como tomar uma vacina ou injeção de esteroides, do que uma operação tradicional de coluna. Em alguns casos, a nucleoplastia é a resposta para um alívio rápido e durador mas sem medicamentos ou uma cirurgia maior associada a outros métodos.
Para entender como funciona um disco herniado, pense no pneu de uma bicicleta com uma saliência. Com certeza, a saliência tornará mais difícil o andar da bicicleta. Quando uma saliência ou “hérnia” surgir no invólucro de um disco devido a uma lesão ou ao processo normal de envelhecimento, o resultado será uma dor forte. Isso acontece porque o disco está envolto por raízes nervosas sensíveis na coluna. Se a saliência for grande o suficiente para roçar nessas raízes nervosas, a dor pode se irradiar por toda a parte inferior das costas e parte superior das pernas. De modo muito semelhante ao pneu com uma saliência, que pode ser corrigido com a saída de um pouco de ar, um disco herniado pode ser tratado se for aliviada a pressão dentro do disco. Essa é a finalidade da descompressão da nucleoplastia de disco. O procedimento começa com um sedativo anestésico suave local (ou tópico). Com o paciente acordado, pequenas quantias de energia de ondas de rádio são liberadas no disco lesionado através de um dispositivo semelhante a um cateter que tem a espessura de uma agulha. A energia cria uma reação molecular que causa a dissolução de parte do tecido gelatinoso do interior do disco lesionado. Com a diminuição da pressão no interior do disco, a hérnia se retrai, a irritação nas raízes dos nervos nas proximidades se reduz, ocasionando um alívio da dor. Normalmente, todo o procedimento de injeção de ondas de rádio da nucleoplastia dura de 20 a 30 minutos e o paciente estará pronto para sair da clínica andando em cerca de uma hora.
Qual é a taxa de sucesso da Nucleoplastia?
De acordo com estudos clínicos, os resultados são iguais àqueles das cirurgias de disco tradicionais porém, sem o trauma, o período longo de recuperação, o custo alto ou a maioria das complicações em potencial. Com base nesses estudos, aproximadamente quatro entre cinco pacientes de nucleoplastia obtiveram resultados satisfatórios, conforme mensurado pela avaliação de satisfação do paciente, redução na dor, ausência de uso de remédios narcóticos e retorno ao trabalho. A injeção de ondas de rádio da nucleoplastia mudou as vidas de dezenas dos meus pacientes para melhor. No geral, mais de 5.000 pessoas foram tratadas com nucleoplastia até agora. O procedimento é seguro, eficaz, aprovado pela Food and Drug Administration (Agência Administradora de Alimentos e Medicamentos dos EUA) e reconhecido pela American Medical Association (Associação Médica Americana) como um método qualificado para tratamento de hérnias de disco. Para saber se você é um candidato para nucleoplastia de disco, eu o aconselho a discutir sobre essa nova opção de tratamento com seu médico principal ou seu médico especialista da coluna.
30.ago.2011
Salvo em Sem categoria
Lesão por radiofrequência é um tratamento simples e seguro para degeneração de faceta articular. Ela é realizada como um procedimento ambulatorial em uma sala de cirurgia através de controle fluoroscópico (raios X) e sedação leve. Utilizando um equipamento especializado de radiofrequência, os ramos terminais de alguns nervos que inervam a faceta articular são lesados por meio de corrente térmica por radiofrequência e dessa forma esse segmento deverá cessar o estímulo doloroso. Dados clínicos indicam que esse método é eficiente para o alívio de dor persistente. Os pacientes podem retomar suas atividades normais, no seu ritmo, após o procedimento.
O que são os nervos das facetas?
Os nervos das facetas são nervos pequenos que se projetam a partir de nervos espinhais maiores que saem da coluna. Esses nervos contêm principalmente informações sensoriais. Os nervos inervam as facetas articulares, ligamentos, pele e pequenos músculos em cada segmento. Esses não são os nervos responsáveis pelo movimento e pela sensação nas extremidades.
Por que as facetas articulares adoecem?
A razão não é muito clara. As facetas articulares são elementos posteriores da coluna vertebral e que têm como função o suporte de carga e estabilizador que previne a rotação excessiva ou o deslizamento para frente dos corpos vertebrais. Pode ocorrer estresse nas facetas articulares por movimentos de elevação e torção repentinos ou repetitivos da parte inferior da coluna ou do pescoço, levando a uma irritação ou lesão. Na população mais idosa, modificações como artrite podem desempenhar um papel importante para o desenvolvimento de síndrome da faceta.
Como é realizado o procedimento?
A lesão por radiofrequência é realizada em uma sala de cirurgia de forma ambulatorial. Você fica deitado de bruços. Serão usadas uma anestesia local e uma leve sedação para diminuir qualquer desconforto durante o procedimento. Sua cooperação é necessária durante o processo de estimulação sensorial e motora para ajudar a posicionar adequadamente o eletrodo que fará a lesão. É utilizado controle fluoroscópico (controle por raios X) para ajudar a garantir um posicionamento seguro e preciso da agulha. Quando a agulha estiver na área-alvo exata, é inserido um microeletrodo pela agulha para iniciar o processo de estimulação. Durante esse processo, seu médico irá perguntar se você sente uma sensação de formigamento. Se houver estimulação até uma extremidade, a agulha é movida para uma localização diferente antes de se realizar a lesão. Quando você sentir a estimulação localmente e a posição dos raios X for aceitável, então a lesão será realizada. Uma pequena quantidade de corrente será transferida do eletrodo para o tecido circunjacente, eliminando os trajetos da dor. O procedimento pode levar cerca de vinte minutos até duas horas. Após o procedimento, você deverá ser acompanhado por alguém até sua casa. Nós aconselhamos os pacientes a ficarem de repouso por aproximadamente um dia após esse procedimento.
O procedimento é doloroso?
Você poderá sentir algumas sensações desconfortáveis de vez em quando durante a fase de testes. Você receberá uma sedação durante o procedimento e o desconforto será mínimo. Após o procedimento, você poderá sentir alguma sensibilidade na região da injeção por diversos dias. Geralmente o uso de uma bolsa de gelo no primeiro dia controla qualquer desconforto. Ao final da primeira semana, sua dor irá diminuir ou já terá desaparecido completamente.
Será necessário que eu me afaste do trabalho?
Tratamentos por radiofrequência não irão limitar suas atividades diárias. Você deverá retornar às suas atividades normais, incluindo seu trabalho, assim que você se sentir capaz.
Existem riscos ou efeitos colaterais desse procedimento?
Toda vez que uma agulha atravessar a pele há um risco de infecção. É por isso que esses bloqueios são realizados em condições de esterilidade. Como o procedimento é realizado por meio de controle com raios X e os pacientes permanecem acordados, o risco de danos em nervos maiores é muito pequeno. A estimulação do nervo é realizada antes da realização da lesão, portanto os nervos maiores que suprem as extremidades não são atingidos.
Quem não deve realizar esse procedimento?
Se você estiver usando medicamento anticoagulante (por ex., Coumadin, Plavix), ou se você estiver com alguma infecção ativa, você não deve realizar esse procedimento. Se você não respondeu aos bloqueios anestésicos locais das facetas, você não é um candidato para esse procedimento.
Quais são os benefícios da Lesão por Radiofrequência?
Como o procedimento interrompe a condução do nervo (sinais de dor), em contrapartida ele poderá reduzir sua dor e outros sintomas relacionados. Aproximadamente 70 a 80% dos pacientes terão um bloqueio satisfatório do nervo em questão. Algumas vezes, depois de um nervo ter sido bloqueado, fica claro que há dores também em outras áreas. Seu médico irá determinar sua resposta ao procedimento. Como em qualquer outro procedimento, os riscos, benefícios e alternativas devem ser discutidos. Após o procedimento, seu especialista em coluna irá encaminhá-lo para outras avaliações e recomendações.
30.ago.2011
Salvo em coluna cervical, coluna vertebral, Sem categoria, vertebrata
Escala do risco da dor na coluna
Qual é a probabilidade de você vir a sofrer de dores na coluna? Descubra isso respondendo ao questionário baixo.
Qual a sua idade?
Menos de 30 anos – responda 0
De 30 a 39 anos – responda 1
De 40 a 65 anos – responda 2
Acima de 65 anos – responda 3
80% da população com mais de 30 anos é afetada, em algum momento de sua vida, por dor originada na coluna vertebral.
Você fuma?
Sim – responda 1
Não – responda 0
Fumar contribui para aumentar a probabilidade de sofrer de dor na coluna.
Você está com excesso de peso?
Não – responda 0
Se a resposta for positiva
De 0 a 2.26kg – responda 1
De 2,72kg a 4.53kg – responda 2
De 4.98kg a 6.79kg – responda 3
De 7.24kg a 9.06kg – responda 4
O excesso de peso aumenta a probabilidade de vir a sofrer de dor na coluna.
Quantas vezes você pratica exercícios?
Nenhuma vez por semana – responda 3
Uma vez por semana – responda 2
Duas vezes por semana – responda 1
Três vezes por semana – responda 0
De 4 a 7 vezes por semana deduza 1
A prática regular de exercícios pode ajudá-lo a prevenir dores na coluna.
Com que frequência você levanta objetos pesados?
Nenhuma vez por mês – responda 0
De uma a duas vezes por mês – responda 1
De três a quatro vezes por mês – responda 2
De cinco a seis vezes por mês – responda 3
De sete a oito vezes por mês – responda 4
Mais de oito vezes por mês – responda 5
Erguer objetos pesados contribui para tensionar as costas. Caso necessite levantar objetos pesados, faça-o mediante procedimentos apropriados.
Você já sentiu dor na coluna vertebral?
Sim – responda 3
Não – responda 0
Se você já sentiu dor na coluna, a probabilidade de ela voltar é maior.
Escala para autoavaliação: some os números referentes às suas respostas.
0: Parabéns! Você está fazendo o que está ao seu alcance para prevenir dores na coluna.
1-4: Baixo risco. Você está fazendo muitas coisas exatamente para prevenir dores na coluna.
5-8: Situação de risco potencial. Você deveria alterar alguns hábitos.
9-12: Situação de risco moderado. Procure um médico para aprender mais sobre prevenção.
13-16: Situação de um risco mais significativo. Você precisa alterar hábitos para evitar que se instale a dor na coluna.
14-20: Situação séria de risco! A dor na coluna está a ponto de acontecer.
12.mai.2011
Salvo em dor ciática, nervo ciático
Descrição e Diagnóstico
A Dor no Nervo Ciático é uma Doença ou um Sintoma?
A expressão dor no nervo ciático é comumente usada para descrever uma dor que se propaga ao longo do nervo ciático. A dor no nervo ciático é um sintoma causado por uma doença que ocorre na coluna lombar. O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano, tendo o diâmetro aproximado de um dedo. As fibras do nervo ciático iniciam na 4ª e na 5ª vértebras lombares (L4, L5) e nos primeiros e escassos segmentos do sacro. O nervo passa através do forâmen ciático, logo abaixo do músculo Piriforme (rotação lateral da coxa), passa pela extensão posterior do quadril e parte inferior do Gluteus Maximus (músculo das nádegas, extensão na coxa). A seguir, o nervo ciático se estende verticalmente para baixo pela parte posterior da coxa, atrás do joelho, ramificando-se nos músculos dos tendões (panturrilha), seguindo para baixo até os pés.
Sintomas da Dor no Nervo Ciático
A dor no nervo ciático geralmente afeta um lado do corpo. A dor pode ser sutil, aguda, como uma queimação ou acompanhada por choques intermitentes de dor aguda, começando nas nádegas e se prolongando para baixo por trás ou pelo lado da coxa e/ou perna. A dor no nervo ciático se estende até abaixo do joelho e pode ser sentida nos pés. Algumas vezes, os sintomas incluem torpor e dormência. Sentar ou tentar se levantar pode ser doloroso e difícil. Tossir e espirrar pode intensificar a dor.
A Causa: Compressão do Nervo
A compressão do nervo ciático pode causar qualquer um dos sintomas citados acima. A lesão no nervo raramente é permanente e a paralisia representa um risco raro, já que a medula espinhal termina antes da primeira vértebra lombar. Porém, um aumento na fraqueza do tronco ou perna, ou incontinência da bexiga e/ou dos intestinos é uma indicação de síndrome de cauda equina, uma doença séria que requer tratamento de emergência. As doenças da coluna lombar que costumam causar compressão do nervo ciático incluem:
Hérnia de Disco, a causa mais comum de dor no nervo ciático na coluna lombar.
Doença Degenerativa de Disco, um processo biológico natural associado ao envelhecimento, costuma causar fraqueza ao disco, podendo ser o precursor de uma hérnia de disco.
Estenose da Coluna Lombar, um estreitamento de uma ou mais passagens neurais, devido à degeneração do disco e/ou artrite nas facetas. O nervo ciático pode sofrer pressão com o resultado dessas mudanças.
A Espondilolistese do Istmo resulta de uma fratura por pressão, geralmente na 5ª vértebra lombar (L5). A fratura, combinada com o colapso do espaço discal, pode fazer com que a vértebra escorregue para frente em direção ao primeiro segmento da região do sacro (S1). O deslizamento pode causar um pinçamento da raiz do nervo em L5 ao sair da coluna.
Tumores da Coluna e Infecções são outras doenças que podem comprimir o nervo ciático, mas são raros. Há outras condições que podem ocorrer, parecidas com uma dor do nervo ciático, mas são difíceis de diagnosticar.
Diagnóstico da Dor do Nervo Ciático
O exame médico inclui o histórico do paciente, uma revisão dos medicamentos atuais, um exame físico e neurológico e, se garantido, raios X, tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética. Um diagnóstico apropriado requer uma análise da dor do paciente. Geralmente, é fornecido ao paciente um Diagrama da Dor para ilustrar a sensação e distribuição da dor (por ex., dormência e queimação). As perguntas do médico podem incluir:
“Como a dor começou?”
“Numa escala de 1 a 10, sendo que 10 representa a pior dor que se possa imaginar, classifique a sua dor.”
“A dor piora se você sobe ou desce uma ladeira?”
“Como a dor afeta suas atividades diárias?”
“Que tipo de tratamento foi tentado e o que surtiu algum efeito?”
Observa-se a extensão do movimento do paciente. Os reflexos e a força muscular são testados. O médico pode usar um ou mais testes de movimento para determinar a fonte ou causa da dor.
Nervo ciático: Tratamento e Recuperação
Tratamento Não Cirúrgico
A dor no nervo ciático geralmente responde bem a formas não operativas de tratamento e dificilmente há indicação cirúrgica como primeira forma de tratamento. Tempo, medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINES), uso em curto prazo de medicamentos narcóticos para dor aguda, injeções lombares e fisioterapia são benéficos. Embora seja recomendado repouso na cama por um prazo curto durante a fase aguda, é bom realizar alguma atividade. Nesse contexto, “atividade” é definida como permanecer em pé por períodos que não causem dor muito forte. A prescrição de exercícios poderá incluir alongamento, caminhada e exercícios aeróbicos.
Cirurgia de nervo ciático
A cirurgia não é recomendada para todos os pacientes. Porém, em algumas situações, pode ser indicada. Pacientes que seguiram as orientações de um tratamento não cirúrgico durante quatro a seis semanas sem alívio, certamente necessitam ser reavaliados por seu médico. Se um exame de ressonância magnética revelar hérnia de disco ou estenose da coluna vertebral, uma cirurgia poderá promover alívio para a dor nas pernas. O tipo de procedimento cirúrgico depende, em parte, da condição e do diagnóstico do paciente.
Recuperação
Se o tratamento para a dor no nervo ciático for não operativo ou se for cirúrgico, sempre é bom seguir as instruções dadas pelo médico e/ou fisiatra. Procure aliviar a tensão mecânica desnecessária da coluna. Por exemplo, ao ficar em pé, descanse um pé sobre um banquinho alternando com a outra perna. Ao dirigir, coloque um travesseiro pequeno ou uma toalha enrolada nas costas para manter a curvatura natural da coluna. Na hora de ir para a cama, deite de costas com um travesseiro sob os joelhos ou entre as pernas se dormir de lado. Procure se alimentar de modo saudável, procurando manter seu peso ideal e evite fumar. Esse estilo de vida faz toda a diferença para a saúde da coluna.
12.mai.2011