Dores nas Costas e Obesidade

14 de setembro de 2016 | sem comentário

Christopher P. Silveri, M.D. e Susan Spinasanta

De acordo com a Associação Americana de Obesidade (AOA), 64,5% dos americanos adultos (cerca de 127 milhões) são classificados como acima do peso ou obesos (1). A triste verdade é que a obesidade está se tornando uma epidemia global que afeta adultos e crianças.

Conexão da Obesidade com a Dor nas Costas 

A maioria das pessoas sabe que a obesidade contribui para o desenvolvimento de doenças cardíacas coronárias, diabetes, hipertensão arterial e câncer de cólon. Porém, você sabia que a obesidade é um fator que contribui para as dores nas costas? É verdade. Estar com sobrepeso ou obeso pode contribuir significativamente para os sintomas associados à osteoporose, osteoartrite (OA), artrite reumatoide (RA), doença degenerativa de disco (DDD), estenose espinhal e espondilolistese. A coluna está estruturada para suportar o peso do corpo e distribuir as cargas enfrentadas durante o repouso e a atividade. Quando um excesso de peso precisa ser suportado, a coluna é forçada a assimilar a carga, o que pode levar ao comprometimento estrutural (por ex., danos, dor ciática).

Uma região da coluna que é mais vulnerável aos efeitos da obesidade é a sua parte inferior, ou seja, a coluna lombar. A falta de exercícios e preparo físico leva à pouca flexibilidade e à fraqueza muscular nas costas, na pélvis e nas coxas. Isso pode aumentar a curvatura da parte inferior da coluna levando a pélvis a se inclinar muito para frente. Além do mais, isso é prejudicial para uma postura adequada e, como a postura piora, outras regiões da coluna (pescoço) podem sofrer com dor. Você pode tentar repudiar a causa de algumas dessas degenerações da coluna atribuindo-a ao processo normal de envelhecimento. É verdade que, com a idade, os tecidos do corpo podem causar mudanças na anatomia da coluna. Entretanto, se você estiver com sobrepeso ou obeso, há chances de você ter ou desenvolver dores nas costas.

Obesidade e Osteoporose

Um estilo de vida sedentário, junto com uma dieta desequilibrada, pode afetar a densidade ou força dos ossos (coluna vertebral). Quando a arquitetura estrutural de um corpo vertebral está comprometida, há risco de fratura. As fraturas vertebrais podem ser dolorosas e incapacitantes. Se você recebeu diagnóstico de osteoporose, você provavelmente já perdeu entre 25 e 30% da densidade óssea desejável. Se o diagnóstico foi de osteopenia, a perda óssea está entre 10 e 15%.

Osteoartrite (OA) e Artrite Reumatoide (RA) 

As articulações da coluna são chamadas de facetas articulares. O peso corporal excessivo coloca nas articulações um esforço e uma pressão não natural durante o movimento e o repouso.

Dor na Parte Inferior das Costas

A obesidade pode agravar um problema existente na parte inferior das costas e contribuir para a recorrência dessa condição.

A má postura contribui muito para a dor nas costas e no pescoço. Um certo condicionamento físico é importante para dar o suporte necessário à coluna.

Obesidade – Força para Mudar

Uma boa atitude sobre perda de peso pode lhe ajudar muito a obter sucesso. Se o seu problema de peso resulta do ato de comer os alimentos errados, da falta de exercício físico regular, de combater estresse com comida, idade ou fatores genéticos – você pode superar isso estabelecendo objetivos plausíveis e tendo expectativas realísticas. O primeiro passo é discutir sua saúde geral e disposição para perder peso com seu médico. Ele pode lhe ajudar a obter informações que possibilitem escolhas acertadas sobre terapias que incluem planejamento da perda de peso e exercícios mais adequados às suas necessidades. Essas terapias incluem dieta, comportamento, medicamentos e, em alguns casos, cirurgia de modificação do sistema digestivo para reduzir a quantidade de alimento consumido. Um planejamento para perda de peso realista e seguro pode levar ao sucesso.

Seu médico pode lhe indicar um especialista em metabolismo ou em redução de peso. A avaliação do seu peso corporal é mais abrangente do que subir na balança. Geralmente, essa avaliação envolve a medição do seu Índice de Massa Corporal (IMC), da circunferência da sua cintura e de seu histórico médico. Essas informações são avaliadas para determinar seus riscos com relação ao excesso de peso (por ex., hipertensão arterial).

Meios de Nutrição para Alimentar seu Corpo

Caso você não tenha percebido, a palavra dieta não foi usada neste artigo na medida em que ela se relaciona à redução de peso. Com isso, um programa para perda de peso necessitará de redução calórica. Entretanto, para muitas pessoas acima do peso ou obesas, um programa para perda de peso significa mudanças no estilo de vida, incluindo reaprender a comer, administrar o estresse e fazer exercícios. É vitalmente importante fornecer ao seu corpo os nutrientes que ele necessita para ficar saudável e sobreviver. Um único alimento não contém todos os nutrientes essenciais – é preciso combinar uma grande variedade de alimentos para ajudar o seu corpo a suprir suas necessidades. Se você já está acima do peso ou obeso por um longo tempo, seu corpo pode estar, realmente, deficiente dos nutrientes necessários!

Nutrientes Essenciais – Fontes e Funções

  • Proteínas – Carne, peixe, frango, ovos, laticínios, legumes, nozes. Formação dos músculos, ossos, sangue, enzimas, alguns hormônios; membranas das células; reconstrução dos tecidos; regula o equilíbrio água/ácidobase.
  • Carboidratos – Grãos, frutas, verduras. Fornece energia para as células do cérebro, do sistema nervoso, sangue e músculos durante exercícios.
  • Gorduras Animais, vegetais – Fornece energia, causa danos e protege órgãos, ajuda na absorção das vitaminas.
  • Vitaminas Frutas, verduras, grãos, carne, laticínios. Promove reações químicas nas células. 
  • Minerais Encontrados na maioria dos grupos alimentares. Regula as funções corporais; auxilia no crescimento; catalisador para liberação de energia.
  • Água, líquidos, frutas, verduras. Fornece um meio para e transporta reações químicas; regula a temperatura; remove resíduos; 50 a 70% do peso corporal.

As gorduras são essenciais para transportar as vitaminas A, D, E, e K, solúveis na gordura. Há três tipos de gorduras:

1. A Gordura Saturada tende a aumentar os níveis de colesterol no sangue. Essa gordura é encontrada principalmente na carne e nos laticínios. Por exemplo: a manteiga tem alto teor de gordura saturada.

2. A Gordura Polinsaturada tende a diminuir os níveis de colesterol no sangue. Ela é encontrada principalmente em fontes vegetais, como cártamo, girassol, soja, milho e semente de algodão.

3. A Gordura Monoinsaturada tende a diminuir o mau colesterol ou LDL. Exemplos incluem os óleos de oliva, canola, amendoim e avocados. O consumo de gordura na dieta não deve ultrapassar 30% por dia, embora a maioria dos americanos ultrapasse esse número. Os Centros para Controle de Doenças (CDC) relataram a seguinte estatística alarmante: homens com idade entre 19 e 50 anos consumiram em média 93,7 gramas de gordura total em 1989-1991 e 100,9 gramas em 1995. Mulheres com idade entre 19 e 50 anos consumiram em média 63,2 gramas do total de gordura em 1989 e 65,5 gramas em 1995 (6). 

A estatística acima reflete o alto teor de gordura na maioria das refeições americanas! Um modo fácil de cortar o consumo de gorduras é optar por cortes de carne magra, retirar a gordura visível da carne, remover a pele do frango, consumir bacon canadense ao invés do bacon comum, escolher atum conservado em água e selecionar produtos laticínios feitos a partir de leite desnatado ou semidesnatado.

Acompanhe em nosso blog mais sobre obesidade e problemas de coluna e outros assuntos.


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