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Escoliose em Adultos

Escoliose é um termo da área da medicina retirado de uma palavra grega que significa curvatura.

Essa doença costuma se desenvolver em adultos após os 18 anos, causando uma curvatura lateral na coluna para a esquerda ou para a direita. A escoliose em adultos é causada por:

1. Evolução da doença a partir da infância. Isso geralmente ocorre quando a escoliose não é tratada logo no início ou não foi detectada durante a infância. As curvaturas da escoliose podem ser torácicas, lombares ou ambas.
2. Degeneração assimétrica dos elementos da coluna. Isso pode ser causado por osteoporose (osso poroso), degeneração de disco, fratura de compressão ou uma combinação disso. Essas condições geralmente afetam a coluna lombar e podem afetar altura, formato ou integridade estrutural básica da coluna vertebral.
3. Combinação das causas número 1 e 2.

As curvas normais da coluna ocorrem nas regiões cervical, torácica e lombar. Essas curvas naturais posicionam a cabeça acima da pelve e trabalham como amortecedores de choque para distribuir o estresse mecânico durante o movimento. A coluna normal vista posteriormente (por trás) parece reta desde o pescoço até o quadril. Entretanto, uma coluna com escoliose se dobra para a esquerda ou para a direita, lembrando a letra S ou C.

A escoliose é uma doença tridimensional complexa.

Para entender esse conceito considere que, em alguns casos, como a coluna se curva de modo anormal, as vértebras envolvidas são forçadas a realizar uma rotação. Se a rotação ocorre no nível torácico da coluna, a torção da vértebra causa impacto na caixa torácica e pode resultar em protuberância da costela no lado oposto da curva. Em casos mais graves, as funções do pulmão e do coração podem ser comprometidas. A dor nas costas é a principal queixa. A dor é mais comum e mais grave na coluna lombar. Quando a dor é torácica, normalmente o repouso proporciona alívio. Isso pode ser confundido com a dor da artrite. Embora a escoliose seja conhecida por causar deformidade (por ex., corcunda), raramente é ela quem conduz o paciente a procurar um médico. A escoliose pode causar falta de assimetria entre as orelhas, os ombros, na caixa torácica e pelve do paciente. Uma pelve assimétrica pode levar à falta de equilíbrio do tronco e pode fazer com que o paciente pareça inclinado para um lado. A escoliose pode causar protuberância da costela de um lado e diferença de comprimento da perna, o que geralmente resulta em disfunção no modo de andar. Dor, dificuldade nas posições sentada ou em pé, falta de flexibilidade e rigidez da coluna geralmente estão associadas com a escoliose. De forma rara, a escoliose em adultos afeta negativamente a função cardiopulmonar (coração e pulmões) ou causa enfermidades neurológicas. Porém, é importante realizar uma avaliação médica e ortopédica completa com um médico especialista em escoliose em adultos.

Processo de Diagnóstico

Diagnose: Histórico Médico e Familiar
A escoliose em adultos requer uma revisão cuidadosa da história médica pessoal e da família do paciente. Dados sobre tabagismo devem ser observados. A articulação da coluna e/ou doença vascular periférica são avaliadas por envolvimento, já que ambas costumam causar dor nas costas de modo semelhante à escoliose. Na escoliose grave, a função cardiopulmonar (coração e pulmões) do paciente pode ser avaliada.

Exame Físico

Um exame físico completo revela muito sobre a saúde e a condição física do paciente. O exame proporciona uma base a partir da qual o médico pode medir a evolução do paciente durante o tratamento. O médico irá observar o paciente em pé (de frente e de costas), procurando por anormalidades de simetria nos ombros, caixa torácica e pelve. Pacientes com escoliose podem apresentar corcunda, um lado do quadril mais alto que o outro ou podem parecer inclinados para um lado. No caso de escoliose mais grave, a função cardiopulmonar é testada. O exame físico também inclui:

1. Teste de Adam, que requer a inclinação do paciente para frente até a cintura. Através da visão posterior (pelas costas), a suspeita de escoliose ocorre se uma protuberância torácica (no meio das costas) ou lombar (na parte inferior das costas) for aparente.
2. Uma saliência na costela pode ser medida em graus através da utilização de um escoliômetro. Com o paciente curvado na altura da cintura, o escoliômetro é colocado sobre a saliência na costela.
3. O comprimento da perna é medido e comparado para determinar a diferença.
4. Uma linha de prumo é fixada na parte posterior na altura da 7ª vértebra cervical (C7) e fica pendurada até abaixo da linha do quadril. Em uma coluna normal, a linha passa por entre a junção dos dois glúteos (pelo meio das nádegas). Na escoliose, a parte da coluna com a deformidade irá se acentuar para a direita ou para a esquerda em relação a essa linha.
5. Com a manipulação, é possível determinar anormalidades na coluna através do toque. Os músculos das costelas (torácicos) ou lombares podem parecer mais salientes de um lado da coluna do que do outro.
6. O alcance do movimento mede o grau de extensão que o paciente consegue alcançar com relação a movimentos de flexão, extensão, curvatura lateral e rotação da coluna. A assimetria também é observada.

Exame Neurológico

A avaliação neurológica inclui uma análise dos seguintes sintomas: dor, adormecimento, parestesia (por ex., zumbido), sensação nas extremidades e função motora, espasmo muscular, fraqueza e alterações nos intestinos e/ou na bexiga. Deve ser dada uma atenção especial para a identificação do padrão da dor.

Radiografia da coluna

Exames de raios X indicam se as curvaturas da escoliose são estruturais (principais) ou não estruturais (secundários). O paciente fica em pé para expor toda a extensão da coluna para a imagem de raios X em PA (posterior/anterior, ou frente e costas) e lateral (lado). Algumas vezes são utilizados raios X de curvatura lateral AP para avaliar a flexibilidade da coluna.

Classificação da Curva

As curvas são classificadas de acordo com o padrão (formato) e tamanho (gravidade).

1. A classificação de King divide as curvas da escoliose em cinco padrões. Por exemplo, as curvas de King Tipo III são principalmente curvas torácicas únicas.
2. A medida de ângulo Cobb utiliza um raio X AP de extensão total padrão. Cálculos geométricos determinam o ângulo da curva em graus.
3. A técnica de Nash-Moe mede a rotação dos pedículos através da divisão do corpo vertebral em segmentos. O segmento no qual está localizado o pedículo quantifica a rotação.

Tratamento e Recuperação

Tratamento Não Cirúrgico

Os sintomas da escoliose descritos a seguir podem ser utilizados para determinar opções de tratamento: dor persistente que não pode ser aliviada, progressão da deformidade e redução da função cardiopulmonar (rara). O tratamento conservador não cirúrgico pode incluir: calor úmido, medicamentos para dor e inflamação e exercício. Raramente o colete é utilizado para ajudar a controlar a dor. Ele não irá corrigir ou curar a escoliose. A maioria dos pacientes adultos com escoliose não necessita de cirurgia.

Cirurgia da Coluna

A maioria dos pacientes adultos com escoliose não necessita de cirurgia. Esse procedimento pode ser considerado no caso de existir:

1. Curva torácica (no meio das costas) superior a 50 graus com dor persistente.
2. Curva torácico-lombar (meio e parte inferior das costas) progressiva.
3. Curva lombar (parte inferior das costas) com dor persistente.
4. Diminuição da função cardiopulmonar (coração e pulmões) devido à curva torácica.
5. Aparência, deformidade.

O controle da dor costuma ser a razão da cirurgia para a escoliose em adultos. O cirurgião decide o(s) procedimento(s) que irá(ão) proporcionar maior benefício possível ao paciente. A intervenção cirúrgica pode incluir a remoção de um disco intervertebral (por ex., a discectomia) em combinação com instrumentação e fusão espinhal. A instrumentação espinhal utiliza hastes, tubos, fios, parafusos e outros tipos de unidades metálicas projetadas para uso médico. Em combinação com a fusão, a instrumentação estabiliza os segmentos espinhais, intensifica a fusão e proporciona uma solução permanente. Esses procedimentos permitem ao paciente sentar de forma ereta, reduzindo assim o risco de complicação cardiopulmonar com aumento da mobilidade. Esse tipo de cirurgia pode ser realizado com segurança em adultos com deformidade espinhal, geralmente com excelentes resultados.

Recuperação

Tanto no caso de tratamento conservador ou cirúrgico, a fisioterapia pode ser incorporada para a aquisição de força muscular e aumento da extensão do movimento e da flexibilidade. É importante seguir cuidadosamente as instruções fornecidas pelo médico e/ou fisiatra. Quaisquer dúvidas com relação a restrições profissionais e de atividades físicas devem ser discutidas com seu médico e/ou fisiatra. Eles poderão sugerir alternativas seguras.