Causas

Disfunções infecciosas e inflamatórias

Apesar de infecções e inflamações na coluna cervical serem raras, no caso de serem negligenciadas ou diagnosticadas com atraso podem se tornar uma fonte significativa de dor e invalidez. Infecções ósseas ou de articulações podem causar invalidez ou até ameaçar a vida do paciente, e infecções na coluna cervical não são exceção. Disfunções inflamatórias na coluna dorsal incluem artrite e qualquer disfunção que tiver como causa a inflamação das articulações da coluna dorsal. A inflamação é uma reação natural do corpo contra danos causados aos seus tecidos pela irritação dos mesmos, podendo causar inchaço, avermelhamento, aquecimento da área afetada e perda da sua função. A inflamação de uma articulação é chamada de artrite e pode estar confinada a uma pequena região do corpo (apenas uma articulação) ou pode ser generalizada como é o caso da artrite reumatoide. Uma inflamação pode se tornar crônica e persistente. Inflamações ósseas e de articulações podem causar invalidez ou até mesmo a morte. O tratamento imediato pode evitar danos permanentes das articulações.
Apesar da infecção não respeitar idade, a coluna vertebral é um dos locais mais improváveis de ela se instalar. Uma infecção pode ser causada logo após um procedimento de fusão entre vértebras e permanecer não diagnosticada por um longo período de tempo.

Espondilite Anquilosante

Espondilite anquilosante apresenta um quadro clínico raro que pode causar dor na nuca e nas costas. É uma inflamação reumática que afeta a coluna e as articulações sacroilíacas. A probabilidade dessa doença se desenvolver em homens é três vezes maior do que em mulheres e geralmente ocorre entre 20 e 40 anos. Embora essa doença crônica e dolorosa ataque principalmente à coluna (começando normalmente pelas costas inferiores), pode atingir também outras articulações, tendões e ligamentos bem como a parede torácica. Apesar da causa ser desconhecida, a espondilite anquilosante tende a atingir membros de uma mesma família, o que sugere que a genética tem influência no seu desenvolvimento. Um paciente é 10 a 20 vezes mais suscetível a desenvolver uma espondilite anquilosante, quando um dos pais ou irmãos são afetados por ela.

Artrite Reumatoide Juvenil

É um tipo de artrite inflamatória que, nos Estados Unidos, afeta quase 200.000 crianças. A ARJ é uma doença que causa endurecimento, inchaço e dor nas articulações de crianças, mais comumente em articulações maiores como no joelho. ARJ tem três subgrupos bem definidos: uma forma monoarticular (quando a doença afeta só uma articulação), uma forma poliarticular (quando afeta muitas articulações) e uma forma sistêmica (quando além das articulações afeta também outros órgãos do corpo). A forma sistêmica da doença vem, na maioria das vezes, acompanhada de febre alta, erupções e artrite. As formas da doença poliarticular e sistêmica são dois tipos que comumente afetam a coluna cervical.
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Artrite Reumatoide

É uma das formas mais debilitantes de artrite, causando dor nas articulações, latejamento e, com o tempo, até deformação. A coluna cervical superior pode ser danificada pela inflamação causada pela artrite reumatoide.
A causa exata dessa doença inflamatória não é conhecida, mas se acredita que é causada por um ataque à sinóvia (tecido que recobre as articulações) pelo sistema imune do corpo. A coluna cervical superior pode ser danificada pela inflamação causada pela artrite reumatoide. Essa doença é três vezes mais comum nas mulheres do que nos homens e geralmente ocorre entre os 20 e 50 anos. Além da destruição de outras articulações do corpo, várias articulações da coluna cervical situadas entre a base do crânio e o corpo vertebral superior são muito suscetíveis de serem lesionadas pela artrite reumatoide.
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Degeneração da coluna

Como resultado do desgaste natural e das rupturas que ocorrem devido ao envelhecimento, certas partes da coluna cervical começam a se degenerar, se deteriorando com a idade. Esse processo causa a perda de flexibilidade de certas partes anatômicas da coluna cervical, tais como ossos, discos intervertebrais, ligamentos e músculos, deixando essas partes mais suscetíveis a lesões. As dores associadas a esses desgastes são, normalmente, chamadas de artrite degenerativa. Elas podem ser causadas pela perda da superfície cartilaginosa que reveste as articulações da coluna cervical, por rupturas dos ligamentos que circundam os discos intervertebrais, por hérnias de disco intervertebrais e por espículas ósseas que podem estar pressionando tanto terminações nervosas quanto a própria medula espinhal. Esse tipo de mudança pode causar uma variedade de sintomas, a começar por dores agudas no pescoço, dores nos ombros e braços, perda de sensibilidade e pontadas nos braços, perda de destreza e dificuldade para caminhar.

Doença Degenerativa do Disco

Infelizmente, à medida que envelhecemos, os discos intervertebrais da coluna perdem sua flexibilidade, elasticidade e capacidade de absorver impactos. Os ligamentos que circundam o disco, chamados ânulos fibrosos, se tornam quebradiços e se rompem mais facilmente.

Ao mesmo tempo, o centro gelatinoso do disco, denominado núcleo pulposo, começa a secar e encolher. Doença degenerativa do disco é tão certa como a morte e os impostos e, até certo grau, acontece a todos. No entanto, nem toda pessoa que tem mudanças degenerativas na sua coluna cervical sente dor. Muitas pessoas, que têm colunas "normais", têm RM que revela hérnia de disco, mudanças degenerativas ou estreitamento do canal espinhal. Não existem dois pacientes iguais. É também importante estarmos conscientes de que nem todos desenvolvem os sintomas esperados como consequência de uma doença degenerativa do disco, de que são portadores.

Quando a doença degenerativa do disco se torna dolorosa ou sintomática, pode causar vários sintomas diferentes, incluindo dor na nuca, patologia na raiz do nervo e compressão da medula. Esses sintomas são causados pelo fato de que discos gastos são fonte de dor, porque eles não funcionam tão bem como antes, pois, ao encolherem, diminui também a altura da coluna e o espaço disponível para as raízes dos nervos. Em consequência da deterioração dos discos dos corpos intervertebrais, a coluna cervical inteira se torna menos flexível. Em virtude disso, as pessoas começam a se queixar de rigidez e dor na nuca, especialmente ao fim do dia.
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Hérnia de Disco

Quando a camada externa que envolve o disco se rompe, o interior macio "vaza" para fora, causando a hérnia de disco. Muito doloroso só é o rompimento da camada externa do disco. Depois que a camada externa do disco se rompe, os movimentos e pressões exercidos na coluna cervical ajudam a expelir o núcleo do disco através da abertura ocasionada pela lesão. Entre os corpos vertebrais ósseos da sua coluna cervical existem discos de tecido macio chamados de discos intervertebrais.

Esses discos são compostos por um centro macio com aparência gelatinosa denominado de núcleo pulposo e uma consistente camada que envolve o disco denominada ânulo fibroso. O disco intervertebral cria uma articulação entre cada corpo vertebral que, além de permitir flexão e distensão entre eles, facilita também uma suavidade de rotação e de movimentos quando da relação de um com o outro. Quando a camada externa que envolve o disco se rompe, o centro gelatinoso se espreme através da abertura criando a "hérnia" ou "disco rompido". Cada um desses termos descreve o mesmo processo. Você pode imaginar esse processo como similar a um tubo de pasta de dente com uma ruptura. Se você exerce uma pressão no tubo rachado (disco fibroso) a pasta (núcleo do disco) flui através da rachadura.

Rasgos na camada exterior podem ser muito doloridos por si só. Uma vez ocorrida a ruptura, a pressão das atividades diárias como a flexão e a extensão da nuca podem ajudar a empurrar o núcleo através do ânulo rompido. Quando você rompe um ânulo fibroso sem que o núcleo se esprema para fora do centro do disco, você normalmente terá apenas dor na nuca. No entanto, se você tiver um ânulo rompido e o núcleo rompido estiver irritando uma raiz do nervo, você poderá ter dor simultaneamente nos ombros, nos braços e na nuca. Hérnias de disco podem causar diferentes padrões de dor, dormência e fraqueza no seu corpo, dependendo de onde estiver localizado o disco rompido e de como ele estiver pressionando sua medula espinhal ou as raízes dos nervos.
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Mielopatia

Mielopatia diz respeito a alguma disfunção com a medula espinhal, sendo normalmente um estágio avançado de doenças na coluna cervical, é muitas vezes detectada pela dificuldade de caminhar devido a uma fraqueza generalizada ou a problemas com o equilíbrio e a coordenação.

Mielopatia é um termo que significa que há algo errado com a medula espinhal em si. Representa, geralmente, um estágio mais avançado de uma doença na coluna cervical e, muitas vezes, só é detectada quando há dificuldade em caminhar devido à fraqueza generalizada ou a problemas com equilíbrio e coordenação. Esse tipo de processo ocorre normalmente em pessoas mais idosas, que podem ter muitas razões para os seus problemas com o andar ou com os problemas relativos ao equilíbrio. Porém, um dos motivos mais preocupantes quando esses sintomas ocorrem, é que espículas ósseas e outras mudanças degenerativas na coluna cervical podem estar comprimindo a medula espinhal ou as raízes nervosas.

Mielopatia é mais comumente causada por estenose espinhal, que é um progressivo estreitamento do canal espinhal. Em estágios mais avançados de degeneração, espora óssea e alterações artríticas fazem com que o espaço disponível para a medula espinhal dentro do canal ósseo seja muito reduzido. A espora óssea pode começar a pressionar a medula espinhal e a raiz dos nervos e essa pressão passa a interferir na função normal dos nervos.
Medir o grau de fraqueza vigente pode ser útil para avaliar a gravidade de cada caso de mielopatia. Por exemplo, de acordo com o sistema de Nurick, mielopatia é classificada de acordo com um grau que vai de 0 a 5. O quadro, a seguir, mostra as características de cada caso:

  • Grau 0: sinais e sintomas de envolvimento da raiz mas sem evidência de doença na medula espinhal.
  • Grau 1: sinais de doença na medula espinhal mas sem dificuldade de andar.
  • Grau 2: leve dificuldade no andar que não impede um emprego de tempo integral.
  • Grau 3: grave dificuldade no andar que requer assistência e impede emprego e ocupação de tempo integral.
  • Grau 4: capacidade para andar somente com assistência ou com ajuda de um andador.
  • Grau 5: confinamento a uma cadeira ou cama.
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Osteoporose

É um quadro clínico que atinge mulheres e homens, razão porque, independente do sexo, devemos todos estar alertas. A osteoporose é o rápido afinamento dos ossos. Fragiliza ossos, deixando-os suscetíveis a fraturas. Afortunadamente, tratamentos atuais reduzem os fatores de risco, trazendo esperança para pessoas atingidas por esse problema. Alguns fatores de risco são os mesmos para homens e mulheres.
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Radiculopatia

Médicos empregam o termo radiculopatia para descrever especificamente a dor e outros sintomas como a perda de sensibilidade, o formigamento, a fraqueza nos braços e nas pernas, que ocorrem devido a problemas causados às raízes dos nervos.

Médicos usam o termo radiculopatia para descrever especificamente a dor e outros sintomas como dormência, formigamento e fraqueza nos braços ou nas pernas, que são causados por um problema nas raízes nervosas. As raízes dos nervos são ramificações da medula espinhal que levam sinais do resto do corpo a todos os níveis ao longo da coluna. Esse termo vem da combinação da palavra latina radix, que significa a raiz com a palavra gregapathos, que significa doença. Esta doença é geralmente causada por uma pressão direta de uma hérnia de disco ou por mudanças degenerativas na coluna cervical que causam irritação e inflamação das raízes dos nervos.

Radiculopatia geralmente cria um padrão de dor e dormência, que é sentida nos braços, nas pernas e em áreas da pele suprida por fibras sensoriais da raiz do nervo. Esse problema na raiz dos nervos é também responsável pela fraqueza muscular. O número de raízes envolvidas nesse quadro pode variar, de uma a várias, podendo afetar simultaneamente ambos os lados do corpo.
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Espondilólise

Espondilólise é um estreitamento do canal nervoso da coluna cervical, causando compressão sobre a medula espinhal ou sobre terminações nervosas. É causado ou por uma fratura ou por um defeito da pars articularis(porção da vértebra entre cada articulação), permitindo que a vértebra deslize horizontalmente em relação à próxima.
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Estenose

Estenose cervical é uma doença caracterizada pelo estreitamento do canal espinhal e do forâmen neural, comprimindo terminações nervosas e a medula espinhal. Pacientes que possuem casos agudos de estenose cervical sofrem de fortes dores que podem se assemelhar a um choque elétrico, especialmente se flexionarem as costas ou se tentarem encostar o queixo no peito.
As disfunções mecânicas podem ocorrer de forma isolada, quando se trata de uma hérnia de disco, ou de forma generalizada, quando toda a coluna cervical começa a se deteriorar, o que pode dificultar ainda mais o tratamento. O tipo de tratamento adequado a cada paciente depende do tipo de disfunção de que é portador e do grau degenerativo em que essa disfunção se encontra. Muitas vezes existem várias explicações possíveis para a causa de um determinado sintoma ou dor, o que pode dificultar um diagnóstico preciso da doença. Dependendo da gravidade dos sintomas e das alterações anatômicas, o tratamento pode variar de medidas não cirúrgicas até cirurgias da coluna vertebral abrangendo vários níveis.

Trauma

Lesões na coluna cervical podem ocorrer num acidente de carro, em esportes de contato, numa queda ou num choque da cabeça, como pode acontecer, por exemplo, ao mergulhar de cabeça numa piscina muito rasa. Essas lesões podem causar desde leves dores no pescoço chamadas de lesão em chicote até a paralisia total abaixo da lesão.

Trauma na coluna refere-se a lesões que ocorrem nos elementos ósseos, nos tecidos lisos e/ou estruturas neurológicas. As duas consequências que mais preocupam os cirurgiões, no caso de trauma na coluna, são a instabilidade e a possibilidade de lesão neurológica.

A estabilidade da coluna pode estar comprometida quando elementos ósseos estão lesados ou se houver rompimento nos tecidos lisos, como os ligamentos. A instabilidade impossibilita a coluna de suportar pesos normais com êxito, podendo levar a deformidades permanentes, a quadros dolorosamente incapacitantes e, em alguns casos, a lesões neurológicas catastróficas. Na maioria das vezes, a instabilidade vem de uma fratura, numa das partes ósseas da vértebra, especificamente do corpo vertebral, da lâmina ou dos pedículos.

Na hipótese de trauma, podem acontecer simultaneamente deslocamentos e fraturas, deixando a coluna numa situação de muita instabilidade. Eles podem ocorrer em qualquer parte da coluna e são associados a um certo grau de lesão neurológica. Um cirurgião deve restaurar a estabilidade mecânica da coluna, para tentar prevenir dores incapacitantes e ulteriores lesões neurológicas, bem como uma deformação progressiva.

Lesão em chicote

Por esse termo nos referimos a uma distensão no pescoço. Apesar de o pescoço ser uma estrutura muito flexível, pode se lesionar, caso o peso exercido sobre ele pela cabeça exceda sua capacidade de controlar movimentos.
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Hérnia de disco traumática

Os discos, que se encontram entre as vértebras da coluna cervical e atuam como amortecedores, podem ser lesionados durante um acidente. Nesse processo, o conteúdo do disco pode ser expelido de seu interior, gerando uma hérnia de disco.
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Fraturas e Deslocamentos

Fraturas e deslocamentos da coluna cervical exigem um diagnóstico rápido e exato, para que seja aplicado um tratamento adequado, a fim de estabilizar a coluna, bem como aliviar as dores no pescoço e prevenir a compressão tanto da medula espinhal quanto das terminações nervosas. No caso de acidentes muito violentos, as vértebras cervicais podem ser quebradas ou arrancadas de seu alinhamento normal. Fraturas de compressão são os tipos mais comuns de fraturas que afetam a parte inferior das costas, normalmente elas resultam de uma queda. Podem ser diagnosticadas através de raios X. No tratamento da maioria dos casos de fratura por compressão recomendam-se o repouso na cama, a fisioterapia e os cuidados médicos convencionais. Não devemos, contudo, esquecer que uma fratura pode originar-se de outra condição preexistente como, por exemplo, a osteoporose ou um tumor.
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Tumores

Cânceres e tumores da coluna e da medula espinhal são relativamente raros e o sintoma mais comum é a dor. Sendo assim, em princípio, a dor não é um sintoma específico de uma determinada doença ou quadro clínico. O desafio, portanto consiste em como, avaliando a dor na coluna, diagnosticar que se trata de uma dor proveniente de um tumor ou não.

Felizmente, a maioria das dores na coluna não são devidas a um tumor. Qual é então a melhor maneira para vencer esse desafio? Não existe nenhuma resposta fácil para essa pergunta.
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