Série: Desmentindo mitos sobre dor e cirurgia da coluna Episódio 25 — “Quem tem dor na coluna não pode fazer exercício?”
1 de abril de 2026 | sem comentário | Categoria(s): dor na coluna
Essa é uma frase que muitos pacientes escutam ou dizem para si mesmos.
“Estou com dor na coluna. Melhor parar tudo.”
E então começam as restrições: não pode fazer academia, não pode correr, não pode levantar peso, não pode praticar esporte.
Mas será que evitar movimento realmente ajuda?
Na maioria das vezes, não.
E esse é um dos maiores equívocos quando falamos sobre tratamento da dor na coluna.
O movimento faz parte do tratamento
Durante muito tempo acreditou-se que o repouso era a melhor solução para dor lombar ou cervical. Hoje sabemos que o excesso de repouso pode piorar o quadro.
Isso acontece porque o corpo precisa de movimento para manter:
- força muscular
- estabilidade da coluna
- mobilidade articular
- circulação adequada
Quando ficamos muito tempo parados, os músculos enfraquecem e a coluna perde suporte. Isso pode prolongar ou até intensificar a dor.
Exercício ajuda a proteger a coluna
A prática de exercícios físicos bem orientados fortalece os músculos responsáveis por estabilizar a coluna, principalmente:
- musculatura abdominal
- musculatura lombar
- músculos do quadril
- musculatura profunda do core
Esses músculos funcionam como uma espécie de “cinturão natural” que protege a coluna durante os movimentos do dia a dia. Quanto mais preparados eles estão, menor o risco de sobrecarga nas estruturas da coluna.
Mas qualquer exercício serve?
Nem sempre.
Quando existe dor na coluna, o ideal é que o exercício seja adaptado para cada caso.
Dependendo da condição do paciente, podem ser indicadas atividades como:
- fisioterapia especializada
- pilates clínico
- fortalecimento muscular progressivo
- exercícios de mobilidade
- alongamentos específicos
O importante é respeitar os limites do corpo e evoluir gradualmente.
Quando devemos evitar exercícios?
Existem situações específicas em que o repouso temporário pode ser necessário, como:
- crises de dor muito intensas
- inflamações agudas
- compressões nervosas graves
- pós-operatório recente
Mesmo nesses casos, o período de restrição costuma ser curto e supervisionado. Assim que possível, o movimento volta a fazer parte da recuperação.
Conclusão: a coluna precisa de movimento
A ideia de que quem tem dor na coluna deve evitar exercício está ultrapassada. Na maioria dos casos, o movimento controlado e orientado faz parte do tratamento. Fortalecer o corpo, melhorar a mobilidade e recuperar a confiança nos movimentos são passos essenciais para reduzir a dor e prevenir novos episódios.
Na Clínica Vertebrata, cada paciente é avaliado de forma individual para encontrar o equilíbrio entre proteção e movimento.
Porque, muitas vezes, a melhor forma de cuidar da coluna é justamente continuar se movimentando da maneira certa.