Prevenção ao câncer também passa pela coluna!

3 de julho de 2024 | sem comentário | Categoria(s): Sem categoria

Os tumores na coluna são o terceiro tipo mais comum de problema nessa região, ficando atrás das doenças degenerativas e dos traumatismos. Além disso, eles apresentam uma alta incidência de malignidade quando surgem.

Esse é um ponto que ainda gera confusão para muitas pessoas. Os tumores benignos têm origem na própria coluna e têm menos probabilidade de se espalhar para outros órgãos se forem diagnosticados e tratados precocemente. Por outro lado, os tumores secundários, que se originam fora da coluna e se espalham para ela por meio de metástase, são característicos da malignidade e geralmente se originam de locais como mamas, pulmão, estômago, intestino, entre outros.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas os tumores malignos na coluna podem ser bastante perigosos. Uma de suas consequências é a compressão da medula espinhal, o que pode afetar a movimentação dos braços e das pernas ou, em casos mais graves, levar à tetraplegia.

Quase foi esse o caso do ator Michael J. Fox, conhecido por seu papel no filme “De Volta para o Futuro”, que precisou passar por uma cirurgia para remover um tumor antes que afetasse sua mobilidade. Portanto, um diagnóstico precoce é crucial não apenas para controlar a dor, mas também para evitar sequelas e impedir complicações como a metástase óssea.

Os sintomas do câncer na coluna geralmente incluem dor nas costas, que pode ser confundida com manifestações de outras condições na mesma área. Por isso, é importante estar atento a sinais como dor na coluna ou nos membros, formigamento, paralisia temporária dos braços ou pernas e perda de peso rápida.

Ao detectar um ou mais desses sintomas, é essencial procurar a ajuda de um profissional especializado em coluna. Ele pode solicitar exames de imagem, como raios-X, ressonância magnética e tomografia, para confirmar a presença da doença. Além disso, podem ser necessários exames como cintilografia e PET-CT para avaliar o estágio do tumor.

O tratamento varia de acordo com a localização e o estágio da doença cada paciente terá necessidades específicas no tratamento do câncer de coluna. Em alguns casos, medicamentos, quimioterapia e/ou radioterapia podem ser suficientes para controlar os sintomas e até mesmo curar ou retardar a progressão do tumor.

Em outros casos, nos quais as terapias tradicionais não surtem efeito, diversos procedimentos cirúrgicos podem ser realizados para alcançar o mesmo objetivo e restaurar a mobilidade do indivíduo. Atualmente, com os avanços da medicina, existem técnicas cirúrgicas menos invasivas, com recuperação mais rápida para o paciente. Muitos pacientes já recebem alta no dia seguinte à cirurgia, experimentando muito mais conforto e qualidade de vida.

Independentemente do tratamento escolhido, é importante contar com uma equipe multidisciplinar de reabilitação para recuperar o bem-estar e a autonomia. Essa equipe pode incluir neurocirurgiões, oncologistas, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros profissionais.

 


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