Por que alongar-se?

10 de dezembro de 2015 | sem comentário | Categoria(s): coluna cervical, coluna lombar, coluna vertebral, dor na coluna, Exercícios para coluna, vertebrata

O alongamento é útil em qualquer idade. Por exemplo, a rigidez dos tendões da parte de trás da coxa pode dificultar movimentos básicos, como andar ou correr. Muitas vezes, eles estão ligados à dor lombar crônica. Nos atletas, podem contribuir com distensões musculares, dor no joelho e menor desempenho esportivo. À medida que analisarmos o corpo de alto a baixo, surgem muitos outros exemplos.

Músculos rígidos nos tornozelos e panturrilhas podem transformar um tropeço num tombo. Músculos rígidos nos braços e laterais podem interferir em qualquer tarefa ou esporte que envolva o movimento de se esticar. Músculos rígidos no pescoço dificultam o ato de olhar para trás. Ao envelhecer, mesmo que a pessoa fique menos ativa, o alongamento continua sendo importante. As articulações perdem a flexibilidade com o tempo.

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A falta de flexibilidade restringe as ações cotidianas, dificultando o andar, a elevação dos braços acima da cabeça ou o ato de virar a cabeça para trás quando estiver dando ré no carro. Além disso, prejudica o equilíbrio também, o que pode provocar quedas que venham a alterar a vida. Nossos alongamentos ajudam a prevenir todos esses problemas.

Tipos de alongamento

A maioria das pessoas passou a vida fazendo alongamentos sem se dar conta, portanto talvez você não se surpreenda de saber que há tipos múltiplos de alongamento. Para este artigo, escolhemos alongamentos estáticos ativos e passivos, além de alongamentos dinâmicos que podem servir de aquecimento para atividades esportivas. Na maioria dos casos, eles proporcionam a rota mais simples e segura para a flexibilidade.

Alongamentos estáticos

Os alongamentos estáticos, o tipo mais conhecido, envolvem a adoção e manutenção de uma posição que estira um músculo ou grupo de músculos. Podem ser ativos ou passivos.

  • Durante um alongamento estático ativo, o músculo que está sendo estirado faz o trabalho de manter a posição. As posições do yoga, como bhujangasana (ou cobra) e adho mukha svanasana (ou cão olhando para baixo) ilustram isso bem.
  • Um alongamento estático passivo depende da gravidade ou de uma escora – que pode ser um parceiro, uma barra, uma corda, uma banda elástica – que mantenha o músculo que está sendo alongado no lugar. Por exemplo, se você estiver de pé, ereto, curvar o corpo para frente na altura dos quadris e mantiver a posição com os braços esticados para baixo, temos uma boa ilustração de alongamento passivo.

Alongamentos balísticos

Muitas pessoas tentam forçar o limite do alongamento adotando uma posição alongada e depois contraem e relaxam para aumentar rapidamente o comprimento e amplitude de movimento do músculo. Esse tipo de alongamento é chamado de balístico. Os alongamentos balísticos podem lesionar os músculos se os movimentos não forem cuidadosamente controlados. Por isso, não os recomendamos e não incluímos nenhum exemplo neste Artigo Especial de Saúde.

Alongamentos dinâmicos

Os alongamentos dinâmicos também envolvem movimento, mas não possuem o mesmo risco de lesão como os balísticos. Os alongamentos dinâmicos costumam imitar um movimento esportivo, como o giro do golfe. Caracteristicamente, eles cobrem músculos e articulações específicas em todo seu âmbito de movimento, de uma posição para a seguinte, muitas vezes. Além disso, geralmente envolvem grupos musculares múltiplos de várias partes do corpo.

Os alongamentos dinâmicos aumentam a amplitude do movimento articular e também ajudam a aquecer o corpo, bombeando mais sangue e oxigênio para os músculos, preparando-os para os exercícios. Alguns especialistas apontam que seria mais adequado chamar os alongamentos dinâmicos de aquecimentos dinâmicos, pois na verdade eles não estiram os músculos, mas os soltam, preparando-os para um uso mais intenso.

 

Médico neurocirurgião especialista em tratamentos da coluna vertebral, é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Academia Brasileira de Neurocirurgia e Sociedade Brasileira de Coluna, bem como da North American Spine Society e Spinal Artroplasty Society.


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