Osteoporose

12 de setembro de 2023 | sem comentário | Categoria(s): coluna vertebral, dor na coluna, tratamento dor nas costas, tratamento para coluna, tratamentos, vertebrata

Você já ouviu falar sobre a Osteoporose? Menciona-se muitas vezes esse termo, mas você sabe o que realmente significa e como isso afeta a sua saúde óssea? Neste artigo, vamos explorar mais sobre a osteoporose, para dessa forma você  compreender o que é, seus tipos, seus sintomas, suas causas, formas de prevenção, tratamento e a importância do diagnóstico precoce.

 

Significado

A osteoporose, literalmente traduzida como “osso poroso” ou “osso frágil”, é uma condição que se desenvolve quando os ossos perdem sua densidade e força. Isso torna os ossos mais suscetíveis a fraturas e lesões. Assim,  os ossos que sofrem de osteoporose se tornam ocos e finos, o que pode levar a complicações significativas, especialmente em pessoas mais velhas.

 

Tipos de Osteoporose

Existem dois tipos comuns e um tipo raro de osteoporose. Saiba quais são:

 

Osteoporose primária

A osteoporose primária ocorre espontaneamente. Mais de 95% dos casos de são em mulheres e cerca de 80% em homens. Geralmente afeta mulheres na pós-menopausa e homens mais velhos.

Uma das principais causas é a deficiência de estrogênio, que ocorre rapidamente na menopausa. Baixos níveis de estrogênio levam à degradação óssea e a rápida perda de massa óssea, ocasionando dessa forma a osteoporose primária.

Nos homens, baixos níveis de hormônios sexuais masculinos também contribuem para a osteoporose. Além disso, baixos níveis de cálcio e vitamina D, bem como fatores genéticos, histórico familiar, tabagismo e consumo excessivo de álcool aumentam o risco.

Em suma, vários fatores contribuem para a osteoporose primária, incluindo histórico familiar, dieta pobre em cálcio e vitamina D, estilo de vida sedentário, raça branca ou asiática, menopausa precoce e tabagismo.

 

Osteoporose secundária

A osteoporose secundária surge como resultado de outros distúrbios ou do uso de medicamentos. Esse tipo é menos frequentes, afetando aproximadamente 5% das mulheres e 20% dos homens com osteoporose, sendo conhecido como tipo secundário. Além disso, desencadeia-se a osteoporose secundária por condições como doença renal crônica, desequilíbrios hormonais, câncer e uso prolongado de determinados medicamentos.

 

Osteoporose idiopática

Esse tipo raro de osteoporose manifesta-se em mulheres durante a pré-menopausa, homens com menos de 50 anos e até mesmo em crianças e adolescentes, sem uma explicação evidente para a fragilidade óssea. Assim, trata-se de uma condição de origem desconhecida.

 

Sintomas

No início, a osteoporose raramente apresenta sintomas visíveis, pois a perda de densidade óssea ocorre gradualmente. Alguns indivíduos podem não desenvolver sintomas ao longo de suas vidas, porém, quando fraturas decorrentes desse diagnóstico ocorrem, a dor pode se manifestar, variando conforme a localização da fratura.

 

Fraturas e sintomas associados

As fraturas ósseas tendem a ocorrer nas extremidades dos ossos longos, como os braços e pernas, resultando em dor intensa. No entanto, é a coluna vertebral que está particularmente em risco de fraturas relacionadas à osteoporose. Assim, essas fraturas vertebrais podem resultar em deformidades, como uma coluna encurvada, que pode afetar a postura e a qualidade de vida.

 

Fraturas por fragilidade

As fraturas por fragilidade são um destaque na osteoporose, sendo resultantes de quedas ou esforços mínimos, como um simples tombo da altura em pé ou menos. Dessa forma, o pulso, o quadril e a coluna vertebral são locais comuns para essas fraturas. A fratura de quadril, em especial, é uma das mais sérias, causando incapacidade e perda de independência em idosos.

 

Causas da Osteoporose

Ocasiona-se a osteoporose pela deficiência de cálcio no organismo. O cálcio desempenha um papel fundamental na preservação da resistência e densidade dos ossos, então, sem essa resistencia, ocasiona a osteoporose.

À medida que envelhecemos ou enfrentamos dificuldades na absorção de cálcio, os ossos podem gradualmente perder sua robustez. Além do processo de envelhecimento, outros elementos que influenciam o desenvolvimento da osteoporose abrangem padrões alimentares inadequados e a ausência de atividade física.

Tratamento

O tratamento abrangente da osteoporose envolve várias abordagens. Além de garantir uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D e realizar exercícios de sustentação de peso para fortalecer os ossos, a terapia medicamentosa frequentemente é recomendada.

Os bifosfonatos (como alendronato, risedronato, ibandronato e ácido zoledrônico) são extremamente usados ​​na prevenção e tratamento da osteoporose, perda do risco de fraturas ósseas. A terapia hormonal, especialmente com estrogênio, pode ser benéfica para as mulheres, embora os riscos devam ser cuidadosamente avaliados.

Agentes anabólicos (teriparatida e abaloparatida) estimulam a formação óssea e são indicados em casos mais graves. Para o tratamento da dor e das fraturas, são empregados analgésicos, suporte ortopédico, exercícios e procedimentos como vertebroplastia e cifoplastia para tratar vértebras colapsadas.

Dessa forma, se realizar todos esses procedimentos de forma correta, o tratamento será um sucesso.+

 

Prevenção

A prevenção da osteoporose é mais eficaz do que o tratamento, dada a facilidade de prevenir a perda de densidade óssea em vez de restaurá-la após a ocorrência. Assim, medidas preventivas são aconselhadas para qualquer pessoa com perda óssea ou fatores de risco, independentemente de terem sofrido uma fratura relacionada à osteoporose.

A prevenção inclui a gestão de fatores de risco, consumo adequado de cálcio e vitamina D, exercícios de sustentação de peso e, em alguns casos, medicamentos para aqueles com perda óssea leve. Assim, para prevenir quedas, especialmente entre idosos, modificações ambientais e exercícios com foco no equilíbrio são recomendados. Além disso, aqueles que já experimentaram uma fratura de osteoporose enfrentam um risco maior de futuras fraturas, sublinhando a importância de medidas preventivas.

Em suma, a prevenção deve começar cedo na vida, durante a infância e a adolescência, construindo uma base sólida de saúde óssea com uma dieta rica em cálcio e atividade física regular, para garantir ossos fortes ao longo do tempo.

 

Diagnóstico

O diagnóstico da osteoporose envolve a realização de exames de densidade óssea e a identificação de causas e fatores de risco subjacentes. Dessa forma, oi médico pode suspeitar dessa condição em grupos como mulheres com idade acima de 65 anos, mulheres na menopausa que apresentam fatores de risco, indivíduos com histórico de fraturas de baixa intensidade, e adultos com idade acima de 65 anos que se relacionam com dores nas costas ou perda. de altura inexplicada.

O exame mais utilizado é a absorciometria de raios X de dupla energia (DXA), que avalia a densidade óssea na coluna vertebral e quadril, expressa em pontuação T. Resultados de -2,5 ou menos confirmam osteoporose. Esse exame indolor, de curta duração, também monitora a resposta ao tratamento. Exames de sangue medem cálcio, vitamina D e hormônios.

A detecção precoce é essencial e a Densitometria Óssea é um exame simples, indolor e rápido que mede a densidade mineral dos ossos, permitindo comparações com padrões de idade e sexo, sendo crucial para o diagnóstico.

 

Na Clínica Vertebrata, entendemos a importância da saúde óssea em todos os estágios da vida. Nossa equipe de especialistas está aqui para fornecer orientação, diagnóstico e tratamento personalizado para garantir que seus ossos permaneçam fortes e saudáveis.

Lembre-se, a prevenção é a chave para um futuro livre de preocupações com a osteoporose. Comece cuidando dos seus ossos hoje para desfrutar de uma vida ativa e vibrante amanhã. Agende uma consulta conosco e dê os primeiros passos em direção a uma saúde óssea duradoura!

Médico neurocirurgião especialista em tratamentos da coluna vertebral, é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Academia Brasileira de Neurocirurgia e Sociedade Brasileira de Coluna, bem como da North American Spine Society e Spinal Artroplasty Society.


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