Pessoas jovens com problemas de coluna típicos de idosos

18 de novembro de 2020 | sem comentário | Categoria(s): Artigos, coluna cervical, coluna lombar, coluna vertebral, doenças da coluna, dor na coluna, dores nas costas, postura, vertebrata

O número de pessoas jovens com problemas de coluna aumenta todos os anos. Isso pode estar relacionado a diversos fatores genéticos, mas também a questões que envolvem o estilo de vida. 

 

Doenças de colunas que, há 10 anos, costumavam ser mais frequentes em pessoas idosas, começam a fazer parte das queixas de uma população com idade reduzida, na faixa etária dos 20 anos. Inclusive, muitos pacientes com 40 anos encontram nas cirurgias a única maneira de melhorar a condição por causa das complicações que já se manifestam.

 

Nesse rol de razões pelas quais há um aumento da incidência do problema, é preciso levar em conta o sedentarismo e a obesidade. No entanto, há outras razões que podem contribuir para essa mudança de paradigma. E hoje, podemos citar ao menos duas: a cadeira e os celulares.

 

Parte do processo de evolução da humanidade, a cadeira surge como um item essencial para muitas das atividades que realizamos. Tanto é que uma pesquisa da ONG British Heart Foundation, indica que geralmente passamos 9,5 horas por dia em atividades sedentárias. Isso significa que os humanos ficam inativos uma boa parte do tempo, o que pode causar diversos problemas.

 

Nossos ossos e músculos respondem àquilo que fizemos. Ou seja, quanto mais realizamos atividades que façam essas estruturas se movimentarem, mas mais fortalecidas elas ficam. Do contrário, se os usarmos menos, eles se tornam mais frágeis.

 

Assim, passar muito tempo sentado, com a maioria dos músculos das costas inativos pela maneira como nos inclinamos em uma cadeira, acaba por enfraquecer a coluna. O que dá uma das pistas do porquê as dores nas costas são um dos maiores problemas de saúde no mundo de hoje.

 

O mau uso da tecnologia também traz grandes prejuízos à saúde e qualidade de vida. E nesse caso específico, estamos falando do uso exagerado de gadgets e smartphones. A chegada dessa ferramenta ampliou a busca de tratamentos para lesões e desconforto na região cervical.

 

E os danos podem ser ainda mais graves em crianças e adolescentes, se pensarmos que nesse público a coluna vertebral ainda está se formando. Assim, hérnias e deformações da coluna são alguns dos problemas físicos que podem causar o uso, ou melhor, o abuso do telefone celular em idade precoce.

 

Vale lembrar que estes dispositivos, inicialmente, eram projetados apenas para falar. Mas hoje, eles praticamente substituem os computadores, no entanto com tela e letras reduzidas, o que obriga o usuário a inclinar muito a cabeça para enxergar bem.

 

A série de problemas causados ​​por essa má postura do pescoço, geralmente mantida por horas, não é pequena. Com ela surgem condições como dores de cabeça, tensão nos ombros e pescoço, entre outras. 

 

Nas pessoas mais jovens, o uso prolongado do celular pode ​​causar alterações no alinhamento das vértebras e lesões, como hérnias e protusões, além do risco da cifose, também conhecida como corcunda.

 

A cabeça de um adulto em posição reta pesa entre 5 e 9 quilos. Quando inclinada em 60 graus, por exemplo, a pressão exercida equivale a um peso de 27 quilos. Se forçamos a cabeça para fora do ângulo, temos que compensar com um esforço nos músculos do pescoço, ombros e vértebras da região cervical. E aqui que começam os problemas, com posições forçadas e mantidas por longos períodos.

 

Diagnóstico e tratamento adequado

Qualquer tipo de transtorno nas costas precisa ser investigado. Isso não quer dizer que seja um problema grave, mas é uma condição que se for negligenciada, pode ser tornar muito mais séria.

 

Por isso, para manter a saúde da coluna em dia, conte com quem é especialista no assunto. Há mais de 30 anos a Clínica Vertebrata apresenta o que há de mais moderno na investigação e diagnóstico de doenças da coluna. Liderado pelo neurocirurgião Dr. Ailton Moraes, o espaço utiliza os procedimentos mais recentes, sempre com o objetivo de proporcionar uma rápida recuperação e melhor qualidade de vida a cada paciente.

Médico neurocirurgião especialista em tratamentos da coluna vertebral, é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Academia Brasileira de Neurocirurgia e Sociedade Brasileira de Coluna, bem como da North American Spine Society e Spinal Artroplasty Society.


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