Depressão e dores na coluna: qual é a relação?
10 de novembro de 2020 | sem comentário | Categoria(s): coluna cervical, coluna lombar, coluna vertebral, depressão, dor na coluna, dores nas costas, vertebrata
Muitas pessoas já sabem, principalmente aquelas que sofrem da condição, que uma dor nas costas pode nos impedir de realizar diversas de nossas atividades diárias, atrapalhando nossa vida social e , consequentemente, gerando distúrbios de humor.
O fato é que a dor crônica nas costas afeta diretamente a qualidade de vida. A sensação de desamparo e de ter a mobilidade é reduzida, pode gradualmente nos fazer mergulhar em um estado de tristeza capaz de levar à depressão.
Toda dor, quando crônica, afeta o estado emocional do indivíduo. Principalmente no caso de problemas nas costas, que é um transtorno dos mais incapacitantes. Alguns estudos reconhecem que pessoas com esse tipo de enfermidade têm maior predisposição a desenvolver depressão. Condição que, por sua vez, pode intensificar ainda mais as dores musculoesqueléticas.
Daí a necessidade de encontrar estratégias adequadas para melhorar a qualidade de vida. Porque a dor física que aparece dia após dia acaba se tornando aquele inimigo implacável capaz de roubar a saúde e a felicidade.
Porque as dores nas costas podem causar depressão
Pode parecer um fato novo que surpreenda muitas pessoas, mas a dor nas costas que leva a um problema de saúde mental é algo realmente comum. Normalmente, quando nos referimos a uma patologia como a depressão, relacionamos diretamente a uma série de sintomas psicológicos como apatia, falta de motivação, vontade constante de chorar e tristeza.
Mas essa doença também pode se manifestar por meio de uma série de consequências físicas como as dores na coluna. Embora possam haver outras áreas do corpo fisicamente afetadas por essa condição psicológica, a maior incidência se concentra nas áreas dorsal, cervical e lombar.
Se não percebermos rapidamente, a dor nas costas relacionada à depressão pode nos colocar em uma espécie de ciclo vicioso do qual fica cada vez mais difícil de sair. Como os desconfortos, principalmente quando se tornam crônicos, afetam nosso estado mental, a dor se prolonga e se acentua, consequentemente coloca o paciente em um estado mais profundo de frustração e estresse.
E os motivos que geram esse ciclo podem ser simples de compreender. Primeiro, as pessoas com dores crônicas nas costas tendem a dormir mal. Devemos levar em conta que um sono reparador é sinônimo de bem-estar e saúde.
Ficar muito tempo sem dormir o suficiente, ou com uma má qualidade de sono, afeta diretamente o equilíbrio emocional. A pessoa se sente cansada, abatida, sem energia e com uma clara sensação de desamparo.
Outro aspecto a se levar em consideração é que, aos poucos, as pessoas com dores crônicas nas costas podem deixar de ter uma vida social de qualidade. Por exemplo, atitudes como o simples fato de sair de casa, dançar, passear, ir à praia ou mesmo para um jantar supõe, antes de mais nada, ter que tomar um bom analgésico para aliviar a dor.
Se a dor não passa, essas pessoas optam por ficar em casa, e o simples fato de estarem confinados muda completamente seu humor.
Por outro lado, os próprios medicamentos para dores crônicas nas costas, tomados sem recomendação médica, também podem levar à depressão. Isso porque, dependendo de cada caso e de cada pessoa, essas drogas causam certo entorpecimento, cansaço e lentidão. O que faz com que muitos pacientes acabem tendo experiências de apatia, desânimo e tristeza.
Como evitar o problema?
Quando a ansiedade e depressão se misturam a dor, a primeira recomendação é consultar com um médico especialista o mais rápido possível. Ele é o único que pode diagnosticar qual é o problema e indicar um tratamento.
No entanto, é possível adotar algumas medidas que podem auxiliar a minimizar o problema.
Mude seu estilo de vida. Adote uma dieta saudável, faça exercícios, que podem ser 30 minutos de caminhada por dia.
Mude o ritmo. Faça pausas no trabalho e pratique respiração lenta e profunda.
Conte com apoio. A solidão é um grande problema hoje. portanto, contar com o apoio da família fará uma grande diferença.
São pequenas mudanças que o ajudarão a reduzir a ansiedade e melhorar sua qualidade de vida.