Quando não tratada, a escoliose pode comprometer órgãos vitais

1 de abril de 2022 | sem comentário | Categoria(s): Escoliose

 

 

 

 

 

 

 

A coluna vertebral pode sofrer alterações em seu alinhamento anatômico, assumindo formas em C ou em S. Desde a infância pode-se observar o início das alterações das curvaturas e durante a adolescência elas pioram bastante devido ao crescimento acelerado e desordenado, a fase do estirão. Se não tratadas, essas alterações podem evoluir até a idade adulta, o que pode ocasionar algumas consequências para o paciente.

Essas curvaturas são conhecidas como escoliose e trata-se de uma doença que pode ter um comprometimento severo não apenas do ponto de vista estético, mas também funcional, prejudicando a qualidade de vida do indivíduo. Na maioria dos casos, ela não tem uma causa conhecida, é uma alteração genética. Pode também ser provocada por doenças neurológicas, reumatológicas e traumas.

A escoliose acomete principalmente as regiões torácica e lombar da coluna vertebral. Na região torácica, a coluna se articula com as costelas, formando o que chamamos de caixa torácica. Dentro da caixa torácica estão “guardados” os pulmões e o coração, órgãos de importância vital. Nos casos em que a angulação da escoliose é muito grande, ou seja, mais de 50 graus, pode acontecer uma compressão desses órgãos, dificultando a expansão e comprometendo a capacidade pulmonar.

Mesmo sendo uma doença causada por fatores genéticos (na maioria dos casos), o tratamento conservador proporciona resultados positivos com melhora da escoliose ou pelo menos impede a evolução da doença, que tende a se complicar progressivamente se não for tomada nenhuma atitude profilática.

Os indivíduos com escoliose de grande angulação precisam ser tratados cirurgicamente quando a curvatura está pondo em risco o bom funcionamento dos pulmões e do coração ou se o paciente estiver muito insatisfeito esteticamente. A intenção cirúrgica é de alinhar a coluna, diminuindo a angulação da escoliose. Para isso são usadas pequenas estruturas metálicas que fixam as vértebras entre si.

A fisioterapia respiratória também entra como uma importante aliada ao tratamento dos casos mais graves de escoliose, pois atua de forma direta na expansão pulmonar estimulando o bom funcionamento dos músculos respiratórios, proporcionando sensações de bem estar e mais disposição física ao indivíduo.

Médico neurocirurgião especialista em tratamentos da coluna vertebral, é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Academia Brasileira de Neurocirurgia e Sociedade Brasileira de Coluna, bem como da North American Spine Society e Spinal Artroplasty Society.


Leia também