Tablets e smartphones podem trazer prejuízos às crianças se usados sem moderação

14 de janeiro de 2016 | sem comentário | Categoria(s): dores nas costas

O avanço da tecnologia e o aumento no uso de equipamentos de tecnologia como computadores, vídeo-games e, mais recentemente, os smartphones e tablets, vem interferindo na vida, comportamento e saúde de crianças e adolescentes.

Cada vez mais, médicos de diferentes especialidades e países vêm alertando sobre os prejuízos que o uso excessivo de tablets e smartphones pode causar principalmente para o público mais jovem. Além dos problemas musculares nas mãos e também nos olhos, as dores nas costas tem sido uma das principais queixas entre os jovens e aumentando a procura por atendimento medico especializado.

Nos dias atuais, e mais ainda durante o período de férias, as crianças estão cada vez mais envolvidas com as tecnologias e perdendo o interesse em atividades manuais, brinquedos e exercícios físicos de toda ordem.

criança usando tablet

Vários estudos já apontam o sedentarismo infantil como uma das influências de dores nas costas de crianças e adolescentes.

Um estudo feito no Reino Unido apontou que, aproximadamente, 75% das crianças da escola primária e 66% da secundária relatam dor lombar ou no pescoço. Também no Brasil, estudos indicam a incidência de dor nas costas entre jovens de 7 a 14 anos. O uso prolongado de tablets e smartphones faz com que muitos deixam de praticar atividades físicas causando aumento de obesidade infantil além de contribuir para que a coluna fique menos tempo em uma posição neutra, problemas que acabam intensificando as dores nas costas.

Ao adotar posturas viciosas, e isso inclui ficar olhando para baixo continuamente para celulares ou tablets, haverá tensão nas estruturas de sustentação do corpo como músculos, ligamentos e a coluna.

O primeiro passo para evitar que o uso das tecnologias anestesie as crianças é estabelecer limites e orientar para o uso racional de smartphones e tablets, oferecer diversões mais saudáveis, incentivar os bons hábitos de vida, conciliando o brincar em casa com atividades esportivas e passeios ao ar livre além da prática de atividades físicas.

Médico neurocirurgião especialista em tratamentos da coluna vertebral, é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Academia Brasileira de Neurocirurgia e Sociedade Brasileira de Coluna, bem como da North American Spine Society e Spinal Artroplasty Society.


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