Terapia de Infusão Espinhal: 3 indicações para tratar dores na coluna

3 de abril de 2020 | sem comentário | Categoria(s): coluna cervical, coluna vertebral, dor na coluna, dor no corpo, dores nas costas, tratamento para coluna, tratamentos, vertebrata

Ter dor na coluna é algo inevitável ao longo da vida. Para os pacientes agudos, a dor passa após pouco tempo, porém, para os pacientes crônicos, ela pode se estender durante meses ou anos, prejudicando muito a qualidade de vida. Para esse caso, uma das alternativas oferecidas pela medicina é a Terapia de Infusão Espinhal.

Também chamado de Bomba de Morfina e Bomba de Infusão de Fármacos, esse procedimento consiste na colocação de um aparelho sob a pele, geralmente do abdômen, que irá levar a morfina até a coluna vertebral através de um cateter.

O medicamento é colocado na bomba pelo médico com o auxílio de uma agulha. O objetivo do tratamento é depositar o remédio diretamente nos receptores da medula espinhal, fazendo com que os sinais de dor não cheguem até o cérebro.

A cirurgia leva em torno de uma a três horas (com anestesia geral) e o processo de cicatrização se estende de seis a oito semanas. A Terapia de Infusão Espinhal é um procedimento para casos mais extremos de dor, em que outras terapias e medicamentos não tiveram o efeito desejado.

Confira agora 3 indicações em que a Terapia de Infusão Espinhal com morfina pode ser utilizada.

1.Pacientes com câncer

Pessoas que estão em tratamento contra o câncer podem sentir dores crônicas na coluna que não passam com outros tratamentos. Nesse caso, os tumores podem ter origem na própria coluna vertebral ou virem de outras partes do corpo através das metástases.

Alguns tipos de tumor maligno que podem impactar na coluna são os de mama, próstata e pulmão, além do mieloma múltiplo e do osteossarcoma (ou sarcoma osteogênico). Os tumores benignos são de origem da própria região da coluna.

2.Vítimas de dor crônica na coluna

Existem diversas doenças que acometem diretamente a coluna vertebral e que podem justificar o uso da Terapia de Infusão Espinhal com morfina, conforme a intensidade da dor. Algumas delas são: Hérnias de disco; artrose ou escorregamento de vértebra; lordose; escoliose; dor facetária; espondilolistese; estenose do canal vertebral; sacroileíte; espondilite anquilosante; hipercifose e hiperlordose.

3. Portadores de artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, ou seja, é uma doença em que o sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis. Ela afeta diretamente as articulações do corpo, causando dores nas juntas, inchaço e rigidez.

A medida que avança, a artrite reumatoide pode causar erosão do osso e deformidade da articulação, ocasionando na limitação da movimentação do paciente para atividades cotidianas. Em casos mais graves, pode afetar órgãos internos.

Apesar de não possuir cura, existem tratamentos para retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.

Avaliação do paciente

Antes de iniciar a Terapia de Infusão Espinhal com morfina, o paciente deve passar por uma série de avaliações muito importantes. Por ser um tratamento para casos mais extremos de dor, ele deve ser realizado com muita cautela.

Primeiramente, é feita uma consulta com um neurocirurgião especialista em coluna, que irá determinar se o paciente é ou não um candidato para a Terapia de Infusão Espinhal com morfina.

Caso a resposta seja positiva, o neurocirurgião encaminha o candidato para uma avaliação com psiquiatra e anestesista, que irão constatar se há alguma contraindicação para o procedimento.

Estando tudo de acordo, o neurocirurgião realiza um teste com cateter externo, para ver como será a resposta do paciente à medicação e se haverão efeitos colaterais. Se o teste for bem sucedido, o paciente está autorizado a realizar o tratamento.

Pós-cirurgia

Depois de colocada a bomba de morfina, o paciente deverá ser acompanhado constantemente pelo médico neurocirurgião especialista em coluna, tanto para realização de exames periódicos, quanto para recarregar a bomba e ajustar a dosagem, caso seja necessário.

O aparelho possui um alarme que avisa quando o medicamento está acabando. Assim que ele soar, procure seu médico. O funcionamento da bomba de morfina sem medicação pode causar dano permanente.

Deve-se ter muito cuidado ao realizar atividades físicas, como flexões, torções, saltos ou alongamentos, pois elas podem mover ou esticar o cateter e, até mesmo, pressionar os pontos que mantém a bomba devidamente posicionada, necessitando de uma nova cirurgia.
É importante também estar sempre de posse do seu cartão de identificação, para passar em portas com detecção de metais em bancos e aeroportos. Antes de realizar exames de imagem, o paciente deve procurar o médico neurocirurgião para que ele faça um ajuste na bomba, com o objetivo de não danificar o aparelho.

Benefícios

Um tratamento tão meticuloso como a Terapia de Infusão Espinhal com morfina deve apresentar benefícios consideráveis.

Entre os principais, estão a redução drástica na quantidade de medicamento prescrita pelo médico, pois, ao ser depositado diretamente na coluna vertebral, o analgésico pode ser até 300 vezes mais eficiente em comparação com a ingestão de comprimidos. Ou seja, menos remédios, mais eficácia.

Outro grande benefício da Terapia de Infusão Espinhal com morfina é que o aparelho que administra a medicação é totalmente computadorizado. Assim, ele lança no organismo a dosagem exata de medicamento nos horários programados pelo médico.

Assim, o paciente não corre o risco de esquecer de tomar o analgésico e nem de ingerir uma dose inadequada.

Se você tem dores crônicas na coluna vertebral que não passaram com outros tratamentos, entre em contato conosco e marque uma consulta de avaliação com o Dr. Ailton Moraes, neurocirurgião especialista em coluna e idealizador da clínica Vertebrata.

Médico neurocirurgião especialista em tratamentos da coluna vertebral, é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Academia Brasileira de Neurocirurgia e Sociedade Brasileira de Coluna, bem como da North American Spine Society e Spinal Artroplasty Society.


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